Caminhando ao Encontro

Caminhando ao Encontro

sexta-feira, julho 27, 2007

Avaliar-me como catequista

Por vezes não chega avaliar a catequese. Também o nosso desempenho deve ser alvo de reflexão, sem contudo cairmos no erro de nos julgarmos melhores ou perfeitos. Afinal, cada um tem um ou outro aspecto que pode melhorar, tem um ou outro ponto em que trabalha melhor e pode (e deve) partilhar, ajudar.

  • Eu e Deus

    -Dedicas ao longo dos dias algum tempo a Deus na oração?
    - Quando é que te é mais difícil rezar?
    - A comunidade paroquial, o grupo dos catequistas ajudam-te a rezar? Quais os problemas?
    - Quais destas experiências de oração te ajudam a rezar melhor?

    · Escuta da Palavra de Deus
    · Meditação
    · Oração espontânea de agradecimento ou de perdão
    · Rezar com os salmos
    · Oração organizada com o grupo de catequistas
    · Eucaristia

    - Qual foi mais difícil para ti?
    - Qual a mais útil para te ajudar a crescer como cristão?
    - Quais os modos de oração mais úteis para educar os catequizandos à oração?

  • Eu e os catequistas

    - Entre todos os momentos que viveste com os outros catequistas, quais os que foram mais fáceis, quais os mais difíceis e quais os que te enriqueceram mais?
    - O que mais aprecias nos outros catequistas?

    · A capacidade de atrair os catequizandos
    · A simplicidade
    · A calma
    · A constância
    · A alegria constante
    · A maturidade espiritual

    - Entre estas atitudes, quais as que mais te desagradam?

    · A inveja
    · A atitude de superioridade
    · A desconfiança
    · Estar sempre a lamentar-se de tudo e de todos
    · O mau exemplo

    - Sentes-te capaz de ir falar directamente com um catequista acerca das suas atitudes que achas incorrectas; ou preferes calar-te?
    - Sentes a necessidade de viver, juntamente com os outros catequistas, experiências de formação espiritual, cultural e catequética?

  • Eu e os catequizandos

    - Quais as atitudes mais comuns quando estás com os catequizandos?

    · Escuta
    · Apoio
    · Disponibilidade
    · Ajuda
    · Diálogo
    Ou…
    · Impaciência
    · Cansaço
    · Confronto
    · Imposição

    - O que aprendeste este ano ao fazer catequese?
    - Os catequizandos “pedem” muitas coisas ao amigo mais velho (=catequista) que os acolhe, que reza com eles, que canta, que prepara as festas, que os anima… Quais as coisas que te deu mais prazer fazer com eles e quais as que te foram mais custosas?
    - A catequese vai continuar em Setembro. Pensas estar disponível? Em que medida?

  • Eu e eu

    - Porque optaste por fazer catequese?

    · Porque os meus amigos também lá estão
    · Porque gosto de crianças
    · Porque o pároco me pediu
    · Porque tenho muito tempo livre
    · Porque me sinto chamado a anunciar o Evangelho
    · Para fazer novas amizades
    · Para me sentir realizado(a)
    · Para me dar de forma gratuita
    · Porque sei que deixa a minha família contente

    - Sentes-te apoiado pela comunidade cristã?
    - Qual destas expressões é mais acertada?

    · Sou catequista porque os catequizandos precisam de mim
    · Preciso de anunciar, testemunhar, dizer que creio em Deus

    - O ser catequista fez amadurecer a tua experiência de fé?
    - Quais as descobertas, positivas e negativas, que fizeste na tua personalidade e no teu carácter?


  • Adaptado de “catequistas”, nº 10, Junho de 2005, Edições Salesianas

segunda-feira, julho 23, 2007

Avaliar a Catequese

O Ano de Catequese chegou ao fim.
É sempre bom parar e avaliar o trabalho que foi feito. Há sempre aspectos a melhorar no caminho que estamos a percorrer. Partimos de um ponto, traçamos metas, definimos objectivos. Caminhamos!

Os tópicos que aqui apresento servem para isso mesmo, para avaliar o caminho que se percorreu (e não propriamente as actividades).

Espero que de alguma maneira possa ser útil ao vosso trabalho.

1. Programação
1.1. Fiz a programação da catequese?
1.2. Participo nas reuniões da minha fase de catequese/grupo de catequistas?

2. Catequese
2.1. Preparo com a devida antecedência a sessão de catequese?
2.2. Preocupo-me em ser pontual fazendo um esforço por não chegar atrasado à catequese?
2.3. Durante a sessão de catequese tenho o cuidado de respeitar os cinco momentos (acolhimento, experiência humana, anúncio da Palavra, expressão de fé, avaliação)?
2.4. Faço um esforço por procurar e usar metodologia adequada a cada sessão de catequese?
2.5. Durante a sessão de catequese promovo a participação de todos os membros do grupo?
2.6. Procuro fazer regularmente referência às figuras espiritualmente fortes da minha paróquia (padroeiro local, santos ligados a algum movimento…)?
2.7. Penso que as crianças percebem a mensagem de cada sessão da catequese e atingem os objectivos propostos?
2.8. Promovo momentos de oração para as crianças do meu grupo de catequese?
2.9. Avalio semanalmente a sessão da catequese?
2.10. Promovo o contacto com os pais das crianças?
2.11. Reconheço a importância e esforço-me por fazer acompanhamento pessoal das crianças? 2.12. Incentivo a participação das crianças na Eucaristia?

3. Sacramentos / Oração

3.1. Cultivo a minha vida espiritual fazendo oração pessoal e comunitária?
3.2. Assisto à Eucaristia dominical da minha comunidade?
3.3. Dou importância ao sacramento da Reconciliação?

4. Formação
4.1. Invisto na minha formação pessoal participando nas sessões de formação locais e/ou nacionais?
4.2. Tento estar atento e ler os documentos que vão sendo produzidos pela Igreja?

5. Relacionamento Interpessoal
5.1. Tento estabelecer comunicação (por exemplo, dando sugestões) com os diferentes sectores paroquiais (liturgia, formação, cultura, acção social, vocações,…)?
5.2. Esforço-me por trabalhar em equipa com os outros catequistas?

6. Actividades Paroquiais
6.1. Participo noutras actividades da paróquia para além da catequese?
6.2. Incentivo e promovo a participação das crianças noutras actividades da paróquia, para além da catequese?
6.3. Participo nas actividades de âmbito diocesano ou nacional ligadas à catequese?

Adaptado de “catequistas”, nº 10, Junho de 2005, Edições Salesianas

segunda-feira, julho 16, 2007

Festa Jubilar

A paróquia está em festa. Desde Sábado até hoje, vivemos a alegria, partilhamos da felicidade do nosso pároco. Afinal, não é todos os dias que temos o privilégio de conviver com um pastor que festeja as boas de ouro sacerdotais e 75 anos de idade. Para além disso, está prestes a comemorar 32 anos de permanência nesta paróquia.
Ao longo destes anos acredito que a caminhada não tenha sido fácil. Obstáculos apareceram, alguns difíceis de contornar, outros que constituíram (e ainda são) pedras no sapato. Mas a fé, a vivência e o seu Amor a Maria são exemplo de um homem que sempre se preocupou com os seus. Como cada um de nós também tem os seus defeitos, mas as suas virtudes, as suas qualidades, os seus actos falam por si. A sua obra está evidente por toda a paróquia, onde sempre se preocupou por preservar um pouco da nossa história, restaurando algumas das nossas riquezas culturais.
Ontem foi dia de festa. A paróquia reuniu-se em força para celebrar as datas festivas. A família também esteve presente, bem como os seus 3 irmãos padres, e os amigos não faltaram à Eucaristia e ao almoço convívio. Também as entidades do concelho estiveram presentes na homenagem. Porque há pessoas que o merecem e o nosso pároco é um deles!


A todos quantos por aqui passam tenho um pedido a fazer. Nas vossas orações peçam por este pastor, que ele continue a desenvolver o seu bom trabalho, com a mesma fé e o mesmo vigor. Peçam também por todos aqueles que ainda não ouviram a voz do Senhor para irem trabalhar na sua messe. Peçamos todos por mais vocações, numa época em que se sentem tanto a sua falta.

sábado, julho 14, 2007

7 Maravilhas

A convite da Malu, aqui estou a enumerar as minhas 7 Maravilhas.

A Vida

uma estrada que percorremos, onde por vezes o piso é bom e outras nos leva a desistir. Mas é bom saber que na Vida não caminhamos sozinhos...

A minha Família

que me apoia, mas à qual por vezes não me dedico como deveria.


A minha Fé

que me ajuda a enfrentar o caminho, embora por vezes a ponha em dúvida. Mas Ele está atento e a Sua Mão me ampara e o Seu Colo me recebe nos momentos de fragilidade.

A Amizade

tesouro valioso, que devemos perseverar, pois os verdadeiros amigos acompanham-nos nos bons e nos maus momentos, sempre disponíveis com o seu ombro...

A minha profissão

à qual me dedico, de corpo e alma, porque realmente amo aquilo que faço.

A Catequese

à qual dedico muitos dos meus dias, em prol de uma Mensagem que se pretende transmitir e vivenciar.
O meu blog

pois neste espaço partilho a minha caminhada, a minha Fé, a minha entrega a Deus.

A Alegria

pela vida recebida, pela minha família, por ter encontrado o meu caminho, por o conseguir percorrer com os meus amigos ao lado, pelo trabalho que desenvolvo ao longo dos dias.


O desafio fica aqui lançado, a ti que estás a ler... Responde, quais são as tuas Maravilhas?

domingo, julho 08, 2007

O lugar de Deus no mundo

"Sabes o que é que me mete mais medo, nos dias de hoje?
"O sentimento de omnipotência que se está a propagar. O homem está convencido de que pode fazer tudo porque vive num mundo artificial, construído pelas suas próprias mãos, que julga dominar totalmente. Mas quem, como eu, cultiva as árvores, as plantas, sabe que não é assim. É certo que, para garantir a regularidade do fornecimento hídrico, posso construir um sofisticadíssimo sistema de irrigação, mas, se não chover durante dias, meses, anos, a certa altura, a seca abrirá gretas na terra, as plantas morrerão e, a par das plantas, os animais. não podemos fabricar água, percebes, tal como não podemos fabricar oxigénio. Portanto, estamos dependentes de qualquer coisa que não está nas nossas mãos: se o mar extravasa, varre-nos; se surgem os gafanhotos, devoram a colheita e os rebentos das árvores, tal como fizeram no tempo do faraó."
in Escuta a minha voz, Susanna Tamaro


Face a isto, qual será o lugar de Deus na vida do Homem?

quinta-feira, julho 05, 2007

Amor - um desafio

O convite foi lançado pelos blogs amigos Deus em Tudo e Sempre e Conhecer e seguir Jesus, falar sobre o Amor.

Dos sentimentos mais nobres do ser humano, o Amor é também um sentimento que muitas vezes é banalizado ou mesmo maltratado. De facto, enquanto cristãos, devemos ter consciência que o Amor é a base da nossa fé, o expoente máximo da mensagem, da herança que Jesus nos deixou – “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Gal 5,14).

Mas em vez de ser eu a falar em Amor, resolvi deixar aqui uma história que me tocou pela forma como apresenta o verdadeiro significado do Amor.

O regresso do soldado


"Esta história é de um soldado que regressava a casa, após a terrível guerra do Vietname.
Ligou para os seus pais, em São Francisco da Califórnia, e disse-lhes:
- Mãe, Pai, em breve regressarei a casa, mas antes quero pedir-lhes um favor:
- Claro meu filho, pede o que quiseres!...
- Eu tenho um amigo que eu gostaria de levar comigo.
- Claro meu filho, nós gostaríamos de o conhecer!
- Entretanto, há uma coisa que vocês precisam saber, ele foi terrivelmente ferido na última batalha. Pisou uma mina e perdeu um braço e uma perna. O pior é que não tem nenhum lugar para onde ir. Por isso, eu queria que ele viesse morar connosco.
- Filho, sinto muito em ouvir isso, nós talvez possamos ajudá-lo a encontrar um lugar onde possa morar e viver tranquilamente!
- Não, mãe e pai, eu quero que ele vá morar connosco!
- Filho, - disse o pai – não sabes o que nos estás a pedir!... Alguém com tanta dificuldade, seria um grande fardo para nós. Temos as nossas próprias vidas e não podemos abdicar do nosso modo de viver. Acho que deverias voltar para casa e esquecer esse rapaz. Ele encontrará maneira de viver por si mesmo!...
Naquele momento, o filho desligou o telefone. Os pais não ouviram mais nenhuma palavra dele. Alguns dias depois, receberam um telefonema da polícia de São Francisco da Califórnia. O filho deles tinha morrido depois de ter caído de um prédio. A polícia admitia ter sido um suicídio. Os pais angistiados voaram para São Frnacisco e foram levados para a morgue, a fim de identificar o corpo do filho. Reconheceram-no mas, nem queriam acreditar!... Para sua maior dor, descobriram que o seu filho tinha apenas um braço e uma perna!...
in Cruzada, Junho 2007

Quantas vezes nós olhamos para os outros, para o seu aspecto, para o seu estatuto? Quantas vezes somos como estes pais?
O verdadeiro Amor vai mais além, mais do que o aspecto exterior, mais do que um estatuto. O Amor não olha a condições, mas à pessoa, aquilo que ela é verdadeiramente. O verdadeiro Amor vence toda e qualquer barreira, é incondicional e vive no coração de cada um de nós!
E como se trata de um desafio, para não quebrar a regra, lanço-o a outros blogs amigos, para também eles falarem sobre o Amor:

segunda-feira, julho 02, 2007

Encerramento do ano de catequese

Já cá estou de volta!

O stress do trabalho abrandou um pouco, embora ainda haja muito que fazer nas próximas semanas.
Finalmente arranjei um tempinho para vir aqui contar o encerramento da catequese, e confesso que já tinha saudades de por aqui passar, de ler os vossos comentários, de fazer as visitas aos amigos. Isto dos blogs pode ser algo viciante, não acham?

Então vamos lá pôr os assuntos em dia!!!!

A catequese cá na paróquia encerrou no dia 17 de Junho.

Os catequistas são pessoas voluntárias, que cedem parte do seu tempo a Jesus e à Sua Mensagem, e às vezes vêem-se em dificuldades para conciliar este trabalho com a profissão e com a família. De um modo geral estávamos todos um pouco aflitos, com a falta de tempo e com as obrigações profissionais, por isso optamos por fazer um encerramento de catequese mais simples - a manhã de Domingo.

A ideia foi concentrar as crianças e adolescentes da catequese no adro da Igreja Matriz (muito amplo e óptimo para actividades). Durante cerca de uma hora realizamos vários jogos que entusiasmaram os presentes (embora o número de crianças tenha sido pequeno).

No final da brincadeira houve direito a bolos e sumos e ainda tempo para se ensaiar os cânticos da Eucaristia.

Ao longo da manhã as crianças foram aparecendo e na hora da Eucaristia já estava um número considerável do meu grupinho. No ofertório cada grupo apresentou uma oferta que representou o trabalho desenvolvido ao longo do ano. No meu caso apresentamos o Cartaz com a oração do Pai-Nosso, por ter sido essa a nossa grande festa.

A Igreja estava cheia, crianças e seus familiares. A Eucaristia foi-lhes dirigida, embora os mais pequenos tivessem tido mais dificuldade de se concentrarem. Afinal, andaram a manhã toda a brincar...

Na semana a seguir, dia 23 de Junho, realizou-se a Festa da Confirmação, numa paróquia vizinha. Participaram cerca de 73 jovens de todo o arciprestado, dos quais 29 da nossa paróquia que frequentavam o 10º ano.

Cerimónia simples, mas muito bonita, com palavras do nosso Bispo dirigidas aos jovens que ali professaram a sua Fé e ali receberam os Dons do Espírito Santo.

À medida que escrevo estas linhas penso neles e peço a Jesus e Maria para os acompanharem nesta nova etapa das suas vidas. Que o Espírito Santo os guie na sua caminhada!

Agora vêm as férias!

Pois, o problema é mesmo esse - férias de catequese significa, na maior parte dos casos, férias de missa. Infelizmente, durante o Verão poucas são as crianças que participam na Eucaristia. A culpa em grande parte é dos pais, que não assumem esta responsabilidade e nós acabamos por nos sentirmos de mãos atadas por não conseguirmos mudar esta atitude.

E assim terminou mais um ano de catequese. Com altos e baixos, com dificuldades e alegrias. É tempo agora de balanço, é tempo de ir preparando o próximo. É isso que nos propomos fazer - melhorar o que não correu como desejado, inovar, se possível.

Embora este blog tenha nascido para contar a caminhada de um grupo de catequese, ele não entrará de férias, apesar do grupo estar. Pelo contrário, aproveitará para continuar a trabalhar, a reflectir, a discutir ideias, a dar sugestões e a recebê-las!

domingo, junho 24, 2007

Volto já...

Sim, é uma pausa breve, mas necessária, por motivos profissionais.
Voltarei assim que estiver mais disponível para vos contar o encerramento de mais um ano de catequese e para ir preparando o próximo.
Há por aí uns desafios a responder e uns amigos a visitar - não estão esquecidos!

domingo, junho 10, 2007

Tesouros no Céu

Tesouros no Céu foi o episódio que assistimos, mais uma vez, da série que a televisão passava há alguns anos atrás, sobre histórias da Bíblia em desenhos animados.
Atento, muito atento, esteve o grupo enquanto via Jesus a curar o cego, a receber as crianças, a ensinar Zaqueu sobre o modo como poderia para acumular tesouros no céu.
"Deixai vir a mim as criancinhas" - disse Jesus e assim demonstrou o seu imenso amor por elas. Deveria estar cansado nessa altura, horas e horas a ensinar e proclamar a Palavra do Pai a todos aqueles que O procuravam, mas mesmo assim não se recusou. Chamou-as e acolheu-as em seu colo. Logo no início do ano este foi um dos temas da catequese, para mostrar ao grupo a razão de o seu catecismo ter como título "Jesus gosta de mim".
Depois a cura do cego, aquele homem que, apesar da sua limitação, não desistiu, não perdeu a sua fé e lutou por se aproximar de Jesus, pois acreditava que Ele o poderia curar, como realmente o fez.
Ao longo de todo o episódio, Zaqueu. Homem pequenino de tamanho, mas grande na arrogância e na ganância de ter mais e muito mais. O que o comoveu? A cura do cego, mas ainda mais a fé daquele homem que não desistiu de se aproximar de Jesus. O que o converteu? Descobrir que o ouro, a riqueza, os bens materiais nada se comparam com a alegria de dar, de ser amigo, de fazer o bem a quem precisa, e por isso deu metade da riqueza aos mais necessitados e devolveu a quadriplicar aquilo que tinha roubado.
Por converter ficou o jovem rico, aquele que cumpria os mandamentos - que não matava nem furtava, que não levantava falsos testemunhos, que honrava pai e mãe, que amava o irmão como a si próprio. Mas que vivia em função dos bens materiais, da riqueza. É mais fácil um camelo passar no buraco de uma agulha do que certos entrarem no reino dos céus. Mas a história deste jovem não focará por aqui...

Algumas pessoas levam estas palavras demasiado à letra. Ninguém é criminoso por ser rico, por ter riqueza, a qual tem origem no fruto do seu trabalho. O que importa é não sermos tão dependentes dos bens materiais, não vivermos em função da ganância, do querer sempre mais. Na hora de partir que levamos nós na bagagem? Todo o ouro, toda a riqueza ficam para trás, e somente os tesouros acumulados no céu serão tidos em conta.

Que tesouros temos nós acumulado ao longo da vida?

sexta-feira, junho 08, 2007

Festa da Profissão de Fé

Ontem, aqui na paróquia, realizou-se a Festa da Profissão de Fé.
Por hábito esta festa realiza-se sempre neste dia, dado o seu significado, que assim assume uma maior destaque, embora em algumas excepções se tenha realizado em épocas diferentes.
Foi uma festa repleta de muita alegria, muita vivência e muita fé, 28 crianças do 6º ano professaram a sua fé.
Este ano a Igreja tinha uma disposição diferente. Um semi-círculo em frente do altar o que permitiu uma maior proximidade entre o grupo e o senhor padre, uma maior atenção e ao mesmo comunição. É uma festa que não distingue ricos nem pobres. A roupa que envergam é igual para todos - uma túnica branca, tanto para rapazes como raparigas.
A ladear o altar estavam os Mandamentos da Lei de Deus, recordando a entrega destes a Moisés, e ao mesmo tempo a caminhada que este grupo realizou, em especial nestes dois últimos anos.
A festa ficou ainda mais rica com a realização do baptizado do irmão de uma das crianças do grupo. Ao mesmo tempo que professavam a sua fé, recordavam o momento em que os seus pais e padrinhos o fizeram em seu nome.
Quase no final, a entrega da flor a Maria, e ainda ao Sagrado Coração de Jesus, construindo, com a sua disposição, um M de rosas brancas e um coração de rosas vermelhas, respectivamente.
Todas as crianças participaram de forma activa, nas diversas tarefas - leituras, ofertório, acção de graças. Na acção de graças, uma oração permitiu a reflexão sobre os mandamentos, através da construção da frase: "Que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei!". Que melhor resumo dos ensinamentos que Jesus nos transmitiu.
Também os pais participaram, entregando a vela acesa aos seus filhos e rezando uma oração, onde agradeciam a caminhada realizada pelos seus filhos e pedindo apoio para continuarem.
Como lembrança as crianças receberam um diploma, com a história do santo do dia de nascimento de cada um.
Foi uma festa bonita, um trabalho árduo de 6 anos. Não sabemos quantos irão continuar a sua caminhada. Este é sempre um problema. Depois desta festa, poucos são os que continuam. Outros são os apelos que os chamam e muitas vezes a catequese fica em segundo plano. Mas a verdade é que a semente está lá, disso não há dúvida e os poucos que desejarem continuar terão o apoio merecido para prosseguirem o seu caminho!

quinta-feira, junho 07, 2007

Solenidade do Corpo de Deus

A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao Século XIII. A Santa Igreja sentiu necessidade de realçar a presença real do "Cristo todo" no pão consagrado. A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula ‘Transiturus’ de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes.



A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse :‘Este é o meu corpo...isto é o meu sangue... fazei isto em memória de mim’. Porque a Eucaristia foi celebrada pela 1ª vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o domingo depois de Pentecostes.

Pode saber mais aqui!




Em muitas freguesias esta solenidade é festejada de forma especial, com a procissão do Corpo de Deus, acompanhada por milhares de peregrinos. Neste dia, as ruas enchem-se de flores, sob a forma de tapetes, e as varandas das casas estão enfeitadas com as cobertas. É o respeito e ao mesmo tempo a alegria pela passagem de Jesus Cristo. Aqui ficam algumas imagens das festas realizadas no ano anterior, no arciprestado de Caminha, Diocese de Viana do Castelo.












Imagens obtidas aqui e aqui

domingo, junho 03, 2007

Em balanço

Não estamos no final de ano, embora já falte pouco, mas quisemos fazer o balanço das actividades que desenvolvemos.
A Festa do Pai Nosso foi na semana passada e a opinião foi unânime - gostamos muito! Foi muito bonita! Claro que os que não puderam participar ficaram com pena, mas isso só é mais um motivo para os incentivar a participar nas actividades.
Em relação ao ano de catequese, o grupo afirmou que gostou de participar, que gostou do que aprendeu e que tem correspondido a todos os compromissos. De todas as actividades, um grande número gostou do trabalho da Quaresma, as pegadas, mas a maior parte referiu que o trabalho desenvolvido no mês de Maio foi sem dúvida o seu favorito.
E já que estamos em balanço, aqui ficam as imagens dos trabalhos realizados durante o mês de Maria, o do 1º ano de catequese e o da catequese em geral (construção de um puzzle por cada criança que participasse no oração do terço diária).

Trabalho do 1º ano


Puzzle construído

Imagem do puzzle

segunda-feira, maio 28, 2007

Festa do Pai Nosso

Ontem fizemos a nossa Festa do Pai-Nosso, na continuação do nosso encontro de Sábado.

Foi na Eucaristia da tarde, uma Eucaristia propositadamente escolhida por ser a menos participada. Assim, com esta e outras festas que temos vindo a fazer ao longo do ano na catequese, queremos torná-la mais viva, mais animada, mais participada, mais alegre. Queremos, e temos lutado por isso, que a catequese traga os pais, as famílias, a participarem na Eucaristia.

Do grupo do 1º ano responderam ao convite 25 crianças. Vinham acompanhadas dos pais, dos avós, dos irmãos. Enganalados, pois era a sua festa.

Por serem tão novas tinhamos um certo receio da sua irrequietude, mas o Espírito Santo esteve presente e elas comportaram-se como nunca o tinham feito. Um verdadeiro exemplo, até mesmo para alguns adultos.

No ofertório apresentaram o catecismo que as guiou, os trabalhos realizados ao longo do ano (Advento, Sagrada Família, Quaresma e outros pequenos trabalhos), apresentaram ainda as flores que continuam a oferecer a Maria durante o mês de Maio e um cartaz com a oração do Pai-Nosso.

Na comunhão participaram activamente com o cântico "Eu tenho um amigo que me ama", o seu preferido.

Na acção de graças foi o compromisso, o compromisso de receberem o Pai-Nosso e de o rezarem todos os dias, recebendo cada, uma lembrança com a oração. Comprometeram-se perante a comunidade, mas espera-se a colaboração dos pais para que este compromisso seja cumprido. Algumas ainda não sabem a oração, pelo menos ainda precisam de ajuda, mas se os pais os apoiarem e os incentivarem a rezá-la, rapidamente lhes ficará na memória.

Foi uma festa simples, mas muito bonita, muito vivida por aquelas crianças. Tenho a certeza que lhes ficará gravada a sua primeira festa.

No nosso próximo encontro iremos partilhar aquilo que sentimos, o que mais gostamos na festa e em todo o ano de catequese.



RECEBE O PAI NOSSO, A ORAÇÃO QUE JESUS NOS ENSINOU.

REZA-A TODOS OS DIAS EM SINAL DE AMOR AO PAI DO CÉU.

domingo, maio 27, 2007

Domingo de Pentecostes



ORAÇÃO DE SÚPLICA AOS DONS DO ESPÍRITO SANTO



Espírito de Sabedoria, suplicamos-te que desças como vento em dia de tempestade para que, cada um de nós aqui presente se deixe interpelar e impelir pela tua acção.

Espírito de Entendimento, rasga as vendas que nos impedem de ver os teus sonhos e os teus projectos. Faz-nos compreender que nos destes esta vida maravilhosa para a colocar-mos ao teu serviço e ao da felicidade dos irmãos.

Espírito de Ciência pousa sobre nós o teu clarão, o teu fogo, para que o nosso coração e a nossa mente se abram à tua sabedoria, ao teu mistério e aos segredos do humano…

Espírito de Conselho, pousa sobre os nossos pés, encaminha-os rumo aos teus projectos, murmura ao nosso ouvido os teus desejos. E quando sentires que ficamos surdos, não te esqueças de gritar bem alto… até que o nosso ser estremeça!

Espírito de Força lança-nos fora dos nossos medos e das nossas dores, projecta-nos além do pecado e da mesquinhez! Que a tua energia nos ensine a liberdade de Jesus Cristo, que a tua força seja a nossa força, o brilho dos nosso olhos.

Espírito de Piedade, que a tua ternura tatue as nossas mãos e o nosso coração e que a oração abra a nossa vida à passagem dos teus passos.

Vem ó Espírito de Temor de Deus e dá-nos a ousadia de optar pelos caminhos do Infinito e do amor, da beleza e da fidelidade, da justiça e da verdade.

sábado, maio 26, 2007

Catequese 23 - Festa do Pai Nosso

Jesus disse que Deus nos ama tanto que O podemos tratar como Pai, que Lhe podemos falar todos os dias, que Ele cuida de nós e até nos dá o alimento, que Ele nos perdoa quando nós somos maus filhos.

Pelo Baptismo pertencemos à família de Deus, uma família que ora ao Pai uma oração comum, uma oração que o próprio Jesus nos ensinou.

"Sucedeu que, estando Ele algures a orar, disse-Lhe, quando acabou, um dos Seus discípulos: "Senhor, ensina-nos a orar como João também ensinou os seus discípulos". Disse-lhes Ele: "Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o Vosso nome, venha a nós o Vosso reino; dai-nos em cada dia o pão da nossa subsitência; perdoai-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo aquele que nos ofende. E não nos sujeiteis à tentação"."
Lc 11, 1-4

Ao longo de vários encontros fomos conhecendo o Amor de Deus por nós, amor tão grande que nos leva a chamá-Lo de Pai Nosso. Assim, somos convidados a louvá-lo na Eucaristia de amanhã, onde iremos celebrar a Festa do Pai-Nosso. Foi isso mesmo que hoje estivemos a preparar com o grupo. Estão animados, entusiasmados por participarem, pela primeira vez, numa festa paroquial que lhes é destinada preferencialmente. Manifestaram a vontade de ter a família presente, toda a família. Não é uma festa pomposa, como em outros anos de catequese, mas será sem dúvida uma festa marcante, em especial pelo seu significado.

Depois conto-vos como correu...

Por agora, deixo-vos a oração do Pai Nosso, em jeito de reflexão.


O que dizemos, quando rezamos o Pai Nosso:


PAI NOSSO - quer dizer que Deus é o nosso Pai, o Pai de todos nós.


QUE ESTAIS NO CÉU - quer dizer que DEUS vê- nos sempre e está em todo o lado.


SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME - quer dizer que nós devemos louvar sempre a Deus porque Ele fez todas as coisas para nós e por isso, mais do que ninguém merece todo o nosso louvor.


VENHA A NÓS O VOSSO REINO - quer dizer que nós queremos viver sempre como filhos de Deus e fazer parte da sua família.


SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU - quer dizer que devemos fazer sempre a vontade de Deus porque Ele sabe o que é melhor para nós.

O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE- quer dizer que pedimos ao Pai do céu tudo o que nos faz falta para crescermos e sermos felizes.


PERDOAI-NOS AS NOSSAS OFENSAS - quer dizer que Deus nos pode perdoar as coisas más que fazemos.


ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO - quer dizer que também nós devemos perdoar sempre a quem nos faz mal.


E NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO MAS LIVRAI-NOS DO MAL - quer dizer que, às vezes, nós fazemos o mal, mas Deus pode ajudar-nos a não fazer o mal.

terça-feira, maio 22, 2007

Reuniões de Pais na Catequese

Sendo os pais os primeiros catequistas, é muito importante a sua participação em todas as actividades que se desenvolvem na paróquia, e em especial na catequese.
A bibliografia recomenda a realização de reuniões de pais, frequentes, ao longo do ano de catequese, mas essa tem sido a nossa (grupo de catequistas) grande falta nos últimos anos, que, contudo, temos vindo a tentar resolver.
A verdade é que, em anos anteriores, reuniões de pais só existiam nos anos das festas ditas importantes, ou seja 2º, 6º e, por vezes, 10º anos. Mas era notória a falta de articulação e de cooperação entre os catequistas e os pais. Por vezes, a sensação que tínhamos era a de os pais literalmente deixarem os filhos na catequese, aproveitando aquela hora para resolverem um ou outro recado. Queixávamo-nos, sentíamo-nos de certa forma de mãos atadas, mas a verdade é que esse era um grande problema na nossa paróquia. Em especial quando tentavamos transmitir às crianças a necessidade de participarem na Eucaristia, quando os próprios pais, seus modelos, não o faziam (ainda hoje essa é uma luta). Isso leva a uma outra questão, que não será aqui abordada (pelo menos hoje), a da necessidade de existir uma catequese de adultos.
Nos últimos anos temos tentado reverter esta situação, incentivando as catequistas a realizarem reuniões de pais, em todos os anos de catequese. A príncipio, e talvez por receio, falta de preparação, ou até mesmo timidez, a maior parte dos grupos de catequese realizava apenas uma reunião de pais, durante todo o ano. A experiência em alguns grupos foi frutificante, em outros nem por isso, mas a partilha que cada uma das catequistas apresentou ajudou a reconhecer as necessidades e as virtudes de um encontro entre pais e catequistas. Nestes encontros, os pais acabam por tomar conhecimento das dificuldades que por vezes sentimos. Os tempos são outros, as crianças também e por vezes é difícil responder às solicitações que nos chegam. Além disso, não podemos esquecer que ser catequista é um trabalho voluntário, não remunerado e que por vezes pode até acarretar alguma despesa. É um serviço que exige disponibilidade, para preparar as catequeses, para fazer catequese, para nos prepararmos, para nos actualizarmos, para estarmos ao nível da criança dos dias de hoje.
Este ano, para além das reuniões que cada grupo realizou com os pais das suas crianças, realizamos ainda uma reunião geral. Não foi tão participada como o desejado (atendendo ao número de crianças que estão inscritas na paróquia), mas foi um começo. Talvez a desculpa seja a falta de hábito de se realizarem este tipo de reuniões, talvez... talvez no próximo ano a participação seja maior... talvez o que precisemos é de incentivar os pais a participarem mais activamente (talvez seja mesmo a catequese de adultos).
Na passada sexta-feira reuni com os pais do meu grupo. Eu própria fico um pouco sem jeito ao falar com os pais, envergonhada. Ainda não me habituei a estar diante deles, é da minha maneira de ser, eu sei.
Das 40 crianças inscritas, apenas compareceram 10 pais. Fiquei desiludida, claro. Mas ao mesmo tempo, satisfeita por aqueles pais, por se interessarem pelos seus filhos, pela sua educação. Foi uma reunião animada onde lhes pedi colaboração. Expliquei-lhes o número elevado de crianças (embora em média apenas compareçam 30-35), a dificuldade de atender a todas, de lhes dar atenção, de as ajudar na memorização das orações, na aprendizagem dos gestos do Sinal da Cruz, falei-lhes ainda na importância das faltas na catequese, na participação na Eucaristia. Compreenderam, mostraram-se atentos nestas dificuldades, comprometeram-se a apoiar. Eles querem ajudar os seus filhos na descoberta deste novo Amigo, Jesus.

sábado, maio 19, 2007

Catequese 22 - Somos da família de Deus

Em família somos acolhidos, recebemos ajuda e amparo nas horas mais difíceis.
Em família sentimos a alegria da chegada de um novo elemento - tudo é preparado ao pormenor, desde o berço às roupas.
Depois do nascimento chega a primeira grande festa do ser humano. Pela mão da família é levado à Igreja, é a Festa do Baptismo.

Sr. Padre - O que pedis à Igreja para o vosso filho?

Pais - Pedimos o Baptismo!




E junto à pia baptismal o sr. padre deita a água (segundo a M. C., uma água especial) sobre a cabeça da criança e diz:


"N., Eu te baptizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo".


Pelo Baptismo ficamos a pertecer à família dos filhos de Deus, a Igreja!

domingo, maio 13, 2007

Catequese 21 - Deus dá-nos o Espírito Santo

O encontro deste fim de semana foi dos mais exigentes de preparar, devido ao seu tema. Falar do Espírito Santo a crianças de tenra idade não é muito fácil (e às vezes até às mais velhas se torna difícil), mas sinto que o Espírito Santo também esteve lá presente (aliás, como sempre).

O grupo está muito entusiasmado e sente-se a vontade de aprender em cada um dos encontros. A partir da recordação de algumas catequeses passadas fomos concluindo que somos capazes de nos recordarmos de certas coisas e que para outras precisamos de uma certa ajuda. A mesma ajuda que precisaram os Apóstolos para registarem tudo aquilo que Jesus lhes tinha ensinado e que Ele mesmo lhes prometeu.

"Disse Jesus aos discípulos: O Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito."

(Jo 14,26)

O Espírito Santo é assim uma luz que nos acompanha, nos ilumina, para que nunca nos esqueçamos das palavras de Jesus e dá-nos força para anunciar, para louvar a Deus. Habitando no nosso coração, o Espírito Santo ajuda-nos a seguir os conselhos de Jesus, a cumprir a sua vontade, de amar e perdoar a todos.

Foi então que a S. se lembrou de uma situação que melhor exemplifica a presença do Espírito Santo. Durante este mês o grupo tem a tarefa de rezar uma Avé Maria por dia, mas às vezes as crianças esquecem-se... Então a S. disse: "Quando às vezes já estão na cama e de repente se lembram que têm de rezar a Avé Maria, é o Espírito Santo que vos ajuda a recordar."

Para terminar, a oração que aprendemos para louvar Deus e Jesus por nos darem o Espírito Santo.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo
Como era no princípio, agora e sempre. Amén

Uma Senhora mais brilhante que o Sol

"Andavam Francisco, Jacinta e Lúcia a brincar no cimo da encosta da Cova da Iria quando viram uma Senhora vestida de branco, mais brilhante que o sol, espargindo luz mais clara e intensa que um copo de cristal cheio de água cristalina atravessada pelos raios mais ardentes do sol, e que lhes disse:

“Rezem o terço todos os dias
para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra.”

Aparição de 13 de Maio de 1917 (Domingo)
Adaptado de “As aparições de Fátima”, Secretariado Nacional do Apostolado da Oração (1967)


Volvidos 90 anos, a Mensagem de Fátima continua actual, mas por vezes esquecida!

terça-feira, maio 08, 2007

Festa da Primeira Comunhão

O Dia da Mãe é um dia especial, e na minha paróquia assume um significado ainda mais expressivo. Por tradição, é neste dia que se reliza a Festa da Primeira Comunhão, todos os anos.

Este ano participaram 30 crianças, de 7-8 anos. A igreja enche-se, o dia é de festa, e a paróquia alegra-se com o grupo que pela primeira vez irá receber Jesus, no seu coração.

A cerimónia foi bonita, com a participação de pais, catequistas, e todo o grupo de crianças que ao longo da semana ensaiaram, continuamente, distribuindo-se pelas mais diversas tarefas - ofertório, leituras, orações.

Maria não foi esquecida, e uma rosa branca foi entregue por cada uma das crianças a Nossa Senhora. Também as mães foram contempladas com a oferta de um pequeno ramo de flores secas.

No ofertório apresentaram-se os dons habituais - vela, vinho e pão, flores, Bíblia - e ainda os trabalhos realizados pelo grupo ao longo dos 2 anos de catequese que frequentaram.

Foi bonito e acho que foi bem vivido por estas crianças (embora não seja um grupo com o qual constumo trabalhar), numa festa que nunca mais se repetirá pela sua vida fora.

Falhas também as houve, como é natural. Falha na articulação das crianças com o grupo coral. Falha nos tempos mortos que se foram gerando (talvez desorganização derivado do facto de se "trabalhar" com crianças pequenas), falhas na hora de se iniciar a cerimónia (não por culpa do pároco, mas por culpa do padre que o iria substituir numa outra Eucaristia). Mas no global foi uma festa bonita, muito bonita, muito animada.

Faço contudo um pequeno reparo, que já venho notando há algum tempo, e que provavelmente é uma situação que se repete em algumas paróquias. Cada vez mais os pais só pensam nas festas, nos vestidos, nos almoços, nas prendas. E isso, quer queiramos, quer não, é transmitido para as crianças. E uma festa que se queria vivida com o coração, sentida com a alma, numa experiência que não se volta a repetir é transformada numa luta pelo luxo, pela grandeza, pela ostentação. De um modo geral, mas em especial as meninas, apresentavam trajes que mais faziam lembrar vestidos de noiva, pelo luxo, pelo próprio vestido em si...

Afinal qual é o significado desta festa? Fazer festa? Ficar bem na fotografia?
Talvez... Pelo menos assim parece!

Por experiência, sei que no próximo ano de catequese o grupo fica reduzido a metade, e que só volta a ser o que era por altura de outra festa, a da Profissão de Fé (6º ano). Mas isso está a mudar, ou pelo menos estamos a tentar mudar, ao impedirmos que crianças que faltem 2 ou 3 anos seguidos à catequese ingressem, não no ano da sua idade, mas sim no ano que deixaram de frequentar.

Por outro lado, e essa é uma questão que tem sido discutida em algumas paróquias, será que as crianças com 7-8 anos (2º ano de catequese) estão realmente preparadas para receberem a Sagrada Comunhão? Sei que em algumas paróquias se pretende alterar esta festa para o 3º ano, ouvi dizer que até os próprios catecismos prevêem esta hipótese.

O problema estará na compreensão, por parte das crianças desta idade, do verdadeiro significado da comunhão. Aproveito, por isso, para lançar aqui o desafio a todos os que vão passando por aqui, para deixarem a vossa opinião sobre esta temática.

Fico a aguardar as vossas opiniões!