Caminhando ao Encontro

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terça-feira, maio 08, 2007

Festa da Primeira Comunhão

O Dia da Mãe é um dia especial, e na minha paróquia assume um significado ainda mais expressivo. Por tradição, é neste dia que se reliza a Festa da Primeira Comunhão, todos os anos.

Este ano participaram 30 crianças, de 7-8 anos. A igreja enche-se, o dia é de festa, e a paróquia alegra-se com o grupo que pela primeira vez irá receber Jesus, no seu coração.

A cerimónia foi bonita, com a participação de pais, catequistas, e todo o grupo de crianças que ao longo da semana ensaiaram, continuamente, distribuindo-se pelas mais diversas tarefas - ofertório, leituras, orações.

Maria não foi esquecida, e uma rosa branca foi entregue por cada uma das crianças a Nossa Senhora. Também as mães foram contempladas com a oferta de um pequeno ramo de flores secas.

No ofertório apresentaram-se os dons habituais - vela, vinho e pão, flores, Bíblia - e ainda os trabalhos realizados pelo grupo ao longo dos 2 anos de catequese que frequentaram.

Foi bonito e acho que foi bem vivido por estas crianças (embora não seja um grupo com o qual constumo trabalhar), numa festa que nunca mais se repetirá pela sua vida fora.

Falhas também as houve, como é natural. Falha na articulação das crianças com o grupo coral. Falha nos tempos mortos que se foram gerando (talvez desorganização derivado do facto de se "trabalhar" com crianças pequenas), falhas na hora de se iniciar a cerimónia (não por culpa do pároco, mas por culpa do padre que o iria substituir numa outra Eucaristia). Mas no global foi uma festa bonita, muito bonita, muito animada.

Faço contudo um pequeno reparo, que já venho notando há algum tempo, e que provavelmente é uma situação que se repete em algumas paróquias. Cada vez mais os pais só pensam nas festas, nos vestidos, nos almoços, nas prendas. E isso, quer queiramos, quer não, é transmitido para as crianças. E uma festa que se queria vivida com o coração, sentida com a alma, numa experiência que não se volta a repetir é transformada numa luta pelo luxo, pela grandeza, pela ostentação. De um modo geral, mas em especial as meninas, apresentavam trajes que mais faziam lembrar vestidos de noiva, pelo luxo, pelo próprio vestido em si...

Afinal qual é o significado desta festa? Fazer festa? Ficar bem na fotografia?
Talvez... Pelo menos assim parece!

Por experiência, sei que no próximo ano de catequese o grupo fica reduzido a metade, e que só volta a ser o que era por altura de outra festa, a da Profissão de Fé (6º ano). Mas isso está a mudar, ou pelo menos estamos a tentar mudar, ao impedirmos que crianças que faltem 2 ou 3 anos seguidos à catequese ingressem, não no ano da sua idade, mas sim no ano que deixaram de frequentar.

Por outro lado, e essa é uma questão que tem sido discutida em algumas paróquias, será que as crianças com 7-8 anos (2º ano de catequese) estão realmente preparadas para receberem a Sagrada Comunhão? Sei que em algumas paróquias se pretende alterar esta festa para o 3º ano, ouvi dizer que até os próprios catecismos prevêem esta hipótese.

O problema estará na compreensão, por parte das crianças desta idade, do verdadeiro significado da comunhão. Aproveito, por isso, para lançar aqui o desafio a todos os que vão passando por aqui, para deixarem a vossa opinião sobre esta temática.

Fico a aguardar as vossas opiniões!

16 comentários:

Anita disse...

Linda boa tarde vim deixar-te milhões de beijinhos levados pelo vento e desejar-te resto de um feliz dia.
Fica bem. Fica com Deus.
Anita (amor fratenal)

malu disse...

Apontas para factores bem importantes e isso dos pais, amigos, etc., pensarem mais na festa a seguir, não terá a ver tb com a falta de tempo e de condições para se reunirem mais vezes? Uma coisa implica a outra... mas importante, importante, é que o Sacramento seja cada vez mais enfatizado, celebrado então e melhor incutido nas crianças. Gostei de ler.

Uma outra coisa: Deixei-te na barra lateral do meu barraco algo para ires buscar, se aceitares, claro. Um bj.

Anita disse...

Lindinha muito obrigado por este prémio. Não mereço tanto. A amizade é isso mesmo, é darmos aos outros amor, carinho, estarmos sempre lá para ouvi-los quando precisam.
Sabes que estarei sempre lá no meu cantinho.
Muito obrigado lindinha.
Fica bem. Fica com Deus.
Beijinhos fofos,
Anita (amor fraternal)

Marlene Maravilha disse...

Passei para visitar, e acho que nesta idade as crianças não tem muito discernimento para compreender e saber o que estão fazendo. Mas é importante tomarem conhecimento.
abraços

Anita disse...

Linda boa tarde. Vim deixar beijinhos e desejar resto de um maravilhoso dia.
fica bem. Fica com Deus.
Anita (amor fraternal)

Catequista disse...

Olá Marlene.
Obrigada pela visita.
Volta sempre que desejares.
Um abraço

Cátia disse...

Linda,

Acho que infelizmente muitos dos nossos sacramentos são recebidos sem consciencia da sua importancia, como o baptismo e comunhão. Crianças com 7-8 não têm maturidade para perceberem a sua importancia.

Obrigada pelas visitas e peço desculpa não vir mais vezes, mas têm sido semanas complicadas...

Beijinhos
CA.

Luis Carlos disse...

Olá catequista,

É a primeira vez que comento no teu blog.

"Aquilo que fizerdes a um deste pequeninos a mim estarás a fazer". Será que é preciso as crianças terem catequese? Eu acho que não. Aquilo que andaste a fazer a estas crianças estavas a fazê-lo a Jesus.

Foi ele que disse "Deixai vir a mim as crianças". Ele não se deu ao trabalho de andar a catequisar as crianças, por que ele sabia que as crianças ainda estão conscientes das realidades de Deus, tal já não acontece connosco os adultos.

Um abraço fraterno,
Luís Carlos

Anita disse...

Olá lindinha, vim deixar-te beijinhos e desejar-te um dia lindo.
Ah! a propósito o meu filho Paulo de 14 anos vai ser baptizado em Julho, nós evangélicos achamos que o baptismo é um acto público de fé e por isso deve ser dado em consciência. Eu já fui baptizada 2 vezes. Em bébé pelos meus pais na religião católica e antes de casar na religião evangélica.
A minha filha Marta foi à dois anos atrás baptizada.
Fica bem. Fica com Deus.
Muitos beijinhossssss,
Anita (amor fraternal)

Paulo disse...

Uma bonita disertação sobre o assunto, gostei de o ler linha a linha.
Quanto às crianças, essas já não são ingenuas como "nós" e por vezes, talvez devido à educação, não sentem como nós sentimos Deus, no entanto, passo a passo vão chegar lá.

mary* disse...

O problema existe porque estamos nos fins dos tempos... e a fé esfria a passos vertiginosos....
já está tudo predito na Bíblia.

Saborear a Vida
www.saborearavida.blogspot.com

Abraço

Anita disse...

Bom dia linda. Hoje estou muito felizzzzzz, se quiseres descobrir o motivo passa lá no meu cantinho e descobre.
Muitos beijinhos. Um dia feliz e um óptimo fim de semana.
Fica bem. Fica com Deus.
Anita (amor fraternal)

Maria João disse...

Em relação aos pais, acho que falta catequese.

Em relação à idade deste sacramento, também acho que é muito cedo. Por mais que um catequista se esforce para explicar o que é a comunhão. eles ainda são muito novos para sentirem que vão receber Jesus. Precisavam de mais tempo para amadurecerem a sua fé.

Esta é a minha opinião. Boa questão!

Anita disse...

Linda boa tarde, vim deixar-te beijinhos e agradecer de coração todo o teu amor. Correu tudo muito bem ontem.
Deixei o meu agradecimento a todos vós no meu cantinho.
Beijinhos fofos.
Fica bem. Fica com Deus.
Anita (amor fraternal)

Anónimo disse...

Eu sou uma mãe que tem uma filha que no mês de Junho irá receber este tão grande e lindo sacramento. Mas percebo perfeitamente que ela não sabe e nem tem noção dessa grandeza. E para mim é me dificil de explicar isso...culpa minha? Não me sinto com capacidades de lhe conseguir explicar isto...Mas estou feliz e como todas as mães também quero fazer uma pequena festa para celebrar, também quero fotografias para mais tarde ela recordar e também quero que ela nesse dia se apresente diante do Senhor linda...

raquel disse...

Sou catequista do 2º ano e estou a preparar crianças para a Primeira Comunhão.

A maior parte das crianças do meu grupo andam no 3º ano de escolaridade, visto que só iniciaram a catequese quando andavam no 2º ano de escolaridade. Noto-lhes bastante diferença relativamente às crianças de outros grupos, que frequentam o 2º ano de escolaridade...

O que se pretende com a Festa da Eucaristia não é que as crianças vão comungar "porque todos os outros vão" ou porque "o Padre dá umas bolachinhas", mas sim que apesar da sua tenra idade, consigam vivenciar o amor de Jesus e a forma como ele se dá nesse sacramento!

Ora, as minhas crianças estão preparadas nesse sentido, apesar de serem pequeninas, conseguem mostrar muito sentimento sobre Jesus, a comunhão, a confissão, o pecado...mas quando há encontros com outros grupos de crianças mais novas, noto que os outros miúdos estão um pouco mais alheados da mensagem da Catequese...apesar de terem sede de Deus, não têm tanta capacidade para entender aquilo que é menos concreto...

Por isso, na minha opinião, não se perdia nada se a Primeira Comunhão fosse feita no 3º ano de Catequese...

(a questão é que uma boa parte dos pais quer que as crianças façam apenas a Primeira Comunhão e nunca mais ponham os pés na Igreja, por isso, fazê-la no 3º ano seria, para essas pessoas, "uma perda de tempo"...)