Caminhando ao Encontro

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quarta-feira, novembro 21, 2007

Catequese 6 - Jesus homem como nós

Quando preparamos o nosso encontro de catequese temos de ter consciência de que nem sempre ele é concretizado como nós imaginamos. A menos que este ocorra de forma autoritária, sem dar voz às crianças, às suas experiências, aos seus conhecimentos.

Por outro lado também é preciso ter mão firme para que a "conversa" não nos conduza ao lado oposto daquilo que era o nosso objectivo para o encontro. Ou seja, terá de haver uma certa abertura, mas esta deve ser controlada pelo catequista.

De certa forma foi o que aconteceu no nosso último encontro, em que se pretendia mostrar Jesus como uma pessoa que fez as mesmas coisas que nós fazemos:

Cansa-se
Tem sede
Tem fome
Ama
Aprende
Cresce
Trabalha

Alguém que fala de Deus, mas que não se limitava a isso - falava e vivia o que dizia. Falava do amor de Deus, acolhia os pecadores e perdoava-lhes. E ensinava as pessoas a fazerem como Ele!

E como amigos que somos, gostamos de ser como Ele. Assim, um grupo de crianças, através da mímica, procurou representar as actividades de Jesus referidas no encontro, enquanto que o restante grupo as procurava identificar.

Pelo meio, uma das crianças levantou a questão Céu/Inferno. É um tema que as inquieta e ao mesmo tempo assusta, mas que de facto não compreendem bem. Até que o G. perguntou se não haveria um lugar "mais ou menos". De facto existe esse lugar, o Purgatório, onde estão almas de pessoas que ainda estão a redimir-se das suas faltas, onde esperam que nós rezemos por elas.

Na minha paróquia, existem aquilo que nós vulgarmente chamamos de "Alminhas". Não sei se são características do Minho, ou se existem um pouco por todo o país. São cerca de meia dúzia, espalhadas por toda a vila, que representam, através de uma pintura, as almas do purgatório que pedem as nossas orações. Alguns não conheciam o seu significado, mas já tinham por hábito deitar uma moedinha" quando lá passavam com a mãe. Agora penso que, depois deste nosso encontro, já olharão de modo diferente quando passarem por lá.

Para quem não conhecer aqui fica uma foto de uma delas. Está colocada numa casa, na rua principal da vila. Apesar do edifício estar um pouco em ruínas, as "Alminhas" foram restauradas há pouco tempo.


4 comentários:

Celina disse...

Prepara-se a sessão, temos tudo bem esquematizado mas nunca corre como planeamos. Por vezes, até corre melhor! Nós temos uma intenção mas Deus tem outra! Se tivermos tudo bem preparado e coração aberto, Deus pode trabalhar em nós e nos conduzir por onde quer. Fique com Deus e continue o bom trabalho.

Paulo disse...

Na verdade quase sempre pensamos em Jesus como Alguém acima de nós, como Alguém que viveu de maneira diferente de nós, no entanto, viveu tal e qual como nós. Teve sono, fome, sede, correu, brincou, falou, entre outras coisas. Engraçado falar nisto, porque no livro que estou a ler da editora Paulos, sobre a vida de Maria Sua Mãe e nossa Mãe, fala na infância dEle e tudo o que normalmente uma pessoa faz. Quanto ás alminhas, aqui na Terceira, fazem-se aqui e ali, normalmente em sitios que não "incomodam" nichos para por uma santinha, normalmente Nossa Senhora. também em muitas freguesias temos em azulejos, a via sacra.

silvino disse...

boa reflexao ..ele escreve msmo direito por linhas tortas nos nossos encontros em catequese :)

yap, existem muitas e também se chamam "alminhas" aqui, pelos lados do porto ;)

antonio disse...

Desta forma o Seu fiac-lhes mais próximo. Bom trabalho.