Caminhando ao Encontro

Caminhando ao Encontro

domingo, maio 13, 2007

Catequese 21 - Deus dá-nos o Espírito Santo

O encontro deste fim de semana foi dos mais exigentes de preparar, devido ao seu tema. Falar do Espírito Santo a crianças de tenra idade não é muito fácil (e às vezes até às mais velhas se torna difícil), mas sinto que o Espírito Santo também esteve lá presente (aliás, como sempre).

O grupo está muito entusiasmado e sente-se a vontade de aprender em cada um dos encontros. A partir da recordação de algumas catequeses passadas fomos concluindo que somos capazes de nos recordarmos de certas coisas e que para outras precisamos de uma certa ajuda. A mesma ajuda que precisaram os Apóstolos para registarem tudo aquilo que Jesus lhes tinha ensinado e que Ele mesmo lhes prometeu.

"Disse Jesus aos discípulos: O Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito."

(Jo 14,26)

O Espírito Santo é assim uma luz que nos acompanha, nos ilumina, para que nunca nos esqueçamos das palavras de Jesus e dá-nos força para anunciar, para louvar a Deus. Habitando no nosso coração, o Espírito Santo ajuda-nos a seguir os conselhos de Jesus, a cumprir a sua vontade, de amar e perdoar a todos.

Foi então que a S. se lembrou de uma situação que melhor exemplifica a presença do Espírito Santo. Durante este mês o grupo tem a tarefa de rezar uma Avé Maria por dia, mas às vezes as crianças esquecem-se... Então a S. disse: "Quando às vezes já estão na cama e de repente se lembram que têm de rezar a Avé Maria, é o Espírito Santo que vos ajuda a recordar."

Para terminar, a oração que aprendemos para louvar Deus e Jesus por nos darem o Espírito Santo.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo
Como era no princípio, agora e sempre. Amén

Uma Senhora mais brilhante que o Sol

"Andavam Francisco, Jacinta e Lúcia a brincar no cimo da encosta da Cova da Iria quando viram uma Senhora vestida de branco, mais brilhante que o sol, espargindo luz mais clara e intensa que um copo de cristal cheio de água cristalina atravessada pelos raios mais ardentes do sol, e que lhes disse:

“Rezem o terço todos os dias
para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra.”

Aparição de 13 de Maio de 1917 (Domingo)
Adaptado de “As aparições de Fátima”, Secretariado Nacional do Apostolado da Oração (1967)


Volvidos 90 anos, a Mensagem de Fátima continua actual, mas por vezes esquecida!

terça-feira, maio 08, 2007

Festa da Primeira Comunhão

O Dia da Mãe é um dia especial, e na minha paróquia assume um significado ainda mais expressivo. Por tradição, é neste dia que se reliza a Festa da Primeira Comunhão, todos os anos.

Este ano participaram 30 crianças, de 7-8 anos. A igreja enche-se, o dia é de festa, e a paróquia alegra-se com o grupo que pela primeira vez irá receber Jesus, no seu coração.

A cerimónia foi bonita, com a participação de pais, catequistas, e todo o grupo de crianças que ao longo da semana ensaiaram, continuamente, distribuindo-se pelas mais diversas tarefas - ofertório, leituras, orações.

Maria não foi esquecida, e uma rosa branca foi entregue por cada uma das crianças a Nossa Senhora. Também as mães foram contempladas com a oferta de um pequeno ramo de flores secas.

No ofertório apresentaram-se os dons habituais - vela, vinho e pão, flores, Bíblia - e ainda os trabalhos realizados pelo grupo ao longo dos 2 anos de catequese que frequentaram.

Foi bonito e acho que foi bem vivido por estas crianças (embora não seja um grupo com o qual constumo trabalhar), numa festa que nunca mais se repetirá pela sua vida fora.

Falhas também as houve, como é natural. Falha na articulação das crianças com o grupo coral. Falha nos tempos mortos que se foram gerando (talvez desorganização derivado do facto de se "trabalhar" com crianças pequenas), falhas na hora de se iniciar a cerimónia (não por culpa do pároco, mas por culpa do padre que o iria substituir numa outra Eucaristia). Mas no global foi uma festa bonita, muito bonita, muito animada.

Faço contudo um pequeno reparo, que já venho notando há algum tempo, e que provavelmente é uma situação que se repete em algumas paróquias. Cada vez mais os pais só pensam nas festas, nos vestidos, nos almoços, nas prendas. E isso, quer queiramos, quer não, é transmitido para as crianças. E uma festa que se queria vivida com o coração, sentida com a alma, numa experiência que não se volta a repetir é transformada numa luta pelo luxo, pela grandeza, pela ostentação. De um modo geral, mas em especial as meninas, apresentavam trajes que mais faziam lembrar vestidos de noiva, pelo luxo, pelo próprio vestido em si...

Afinal qual é o significado desta festa? Fazer festa? Ficar bem na fotografia?
Talvez... Pelo menos assim parece!

Por experiência, sei que no próximo ano de catequese o grupo fica reduzido a metade, e que só volta a ser o que era por altura de outra festa, a da Profissão de Fé (6º ano). Mas isso está a mudar, ou pelo menos estamos a tentar mudar, ao impedirmos que crianças que faltem 2 ou 3 anos seguidos à catequese ingressem, não no ano da sua idade, mas sim no ano que deixaram de frequentar.

Por outro lado, e essa é uma questão que tem sido discutida em algumas paróquias, será que as crianças com 7-8 anos (2º ano de catequese) estão realmente preparadas para receberem a Sagrada Comunhão? Sei que em algumas paróquias se pretende alterar esta festa para o 3º ano, ouvi dizer que até os próprios catecismos prevêem esta hipótese.

O problema estará na compreensão, por parte das crianças desta idade, do verdadeiro significado da comunhão. Aproveito, por isso, para lançar aqui o desafio a todos os que vão passando por aqui, para deixarem a vossa opinião sobre esta temática.

Fico a aguardar as vossas opiniões!

domingo, maio 06, 2007

Prece no Dia das Mães


Obrigado, Senhor,
pela Mãe que me deste!
A sua presença serena
inspira-me confiança;
o seu serviço constante
ensina-me amor;
a sua vivência simples
desperta-me para a fé;
o seu olhar profundo
inspira-me bondade;
a sua ternura leva-me
a saber acolher;
o seu semblante tranquilo
fala-me do vosso rosto materno, Senhor!
No Dia dedicado às Mães
todo o universo canta, Senhor,
as maravilhas que operastes
nesta criatura tão bela,
obra prima das vossas mãos.
Acompanhai, Senhor, a minha Mãe
nas alegrias e nas lágrimas,
nos trabalhos e nas preocupações.
E quando as suas forças diminuírem
e a idade dela avançar,
que eu redobre a minha ternura
para que a solidão
não a possa alcançar.

Abençoai, Senhor, a minha MÃE!
Abençoai também todas as MÃES!
Autor desconhecido

sábado, maio 05, 2007

Via Lucis

A Luz de Cristo chegou a este cantinho, pela mão do Paulo. Já há muito que andava iluminando a blogoesfera, já nos tínhamos cruzado.


"Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam,com medo dos judeus,veio Jesus, colocou-Se no meio deles e disse-lhes:«A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor.
(...)
Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome
."
Jo 20, 19-31

Esta Luz recordou-me a Vígilia Pascal que um dia assisti na televisão, transmitida por um canal de Espanha.

A Igreja estava totalmente às escuras e apenas o círio pascal iluminava. À medida que o padre ia subindo a nave central da igreja, acendia as velas das pessoas que lhe estavam mais próximas e estas iam passando a luz àquelas que estavam a seu lado e assim sucessivamente. À medida que se aproximava do altar toda a igreja ia ficando iluminada pelas velas das pessoas que participavam na cerimónia.

Esta recordação está presente neste post, nesta ideia que está passando de blog em blog, numa transmissão de fé, numa proclamação de Cristo Ressuscitado que tem percorrido o país e quem sabe, ultrapassado fronteiras.

Tal como esta Luz, também a Palavra de Cristo foi passando. Ensinada aos Apóstolos, foram estes, iluminados pelo Espírito Santo, que proclamaram a todos povos as maravilhas do Senhor, falando dos seus milagres, acreditando que Jesus era o Messias esperado.

A mensagem foi passando até aos dias de hoje e ainda continua a passar, sempre actual, mesno nos dias de hoje. São disso exemplo os blogs de cariz católico que facilmente encontramos neste veículo de informação que é a Internet.

2000 anos passaram mas a mensagem de Jesus Cristo continua presente, actual, válida. Tão somente nos é pedido – Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei!

Tão simples, tão difícil de cumprir…

E para que esta luz continue a brilhar, passo-a para:



Catequese 20 - Ser amigo como Jesus

Olhamos à nossa volta e parece que não vemos, mas elas estão lá - pessoas que precisam de nós.

Pessoas com problemas de saúde, problemas físicos, problemas emocionais. Muitos dedicam-se a causas humanitárias de índole nacional ou internacional, outros fazem-no de modo silencioso, quase na escuridão do dia.

A C. é uma dessas pessoas. Dedica-se de corpo e alma a ajudar os que mais necessitam, quer a nível individual, quer a nível da Conferência de S. Vicente de Paulo, onde participa e que tanta ajuda presta aos mais necessitados na minha paróquia.

Hoje lembrei-me dela ao fazer a catequese deste Sábado. Tive pena que não estivesse disponível para apresentar o seu testemunho ao grupo. Às vezes é com situações reais que melhor se entende as palavras que Jesus nos quer transmitir.


“Se Eu vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros.

Dei-vos o exemplo para que como Eu fiz, façais vós também.”

(Jo13,14-15)

Com este gesto Jesus mostra-nos a sua grandeza - o Filho de Deus que se tornou Homem:

Quando se encontrava com doentes;

Quando tinham fome;

Quando estavam tristes;

Quando mais ninguém se lembrava deles;

aí estava Jesus, o nosso Amigo, o Amigo de todos.

E nós como cristãos, fazemos como Ele? Estamos disponíveis para ajudar o nosso irmão? Seguimos o seu exemplo?

Nunca devemos esquecer que ao ajudarmos quem precisa é a Jesus que estamos a ajudar!

terça-feira, maio 01, 2007

Maio - Mês de Maria na Catequese e na Paróquia

O mês de Maio é dedicado a Maria, um pouco por todo o mundo.

A nossa paróquia, e a catequese em especial, não podiam deixar passar este mês sem uma actividade vocacionada para Maria, através da oração.

Assim, todos os dias antes da missa, como é habitual, é rezado o terço, mas durante este mês com a participação especial das crianças que frequentam a catequese.

Ao lado do altar existe um placard onde, ao longo de todo o mês de Maio, irá ser construído um puzzle, sob o lema "Família que reza unida, permanece unida". Cada peça representa a participação de uma criança. Esperemos ter o puzzle completo no final do mês.

O grupo de crianças do 1º ano também terá uma actividade a desenvolver. Vamos chamar-lhe "Vamos oferecer flores a Maria, Mãe de Jesus".

Durante este mês, cada criança terá a tarefa de rezar uma Avé-Maria por dia. Se a tarefa for cumprida pinta uma pétala de flor (uma flor por semana). No final de cada semana, cada criança trará a sua flor colorida para a oferecer a Nossa Senhora, enchendo-a assim de flores.

As crianças são pequenas, e facilmente se esquecem dos seus compromissos, por isso conto com a ajuda dos pais. É cada vez mais importante a participação dos pais nestas pequenas actividades, para que aos poucos se sintam envolvidos na formação dos seus filhos e não deleguem esta responsabilidade única e exclusivamente aos catequistas.

No final do mês espero apresentar as flores coloridas e o puzzle totalmente construído.

domingo, abril 29, 2007

Catequese 19 - O grupo dos amigos de Jesus

A Catequese funciona como um grupo, um grupo de amigos que se reúne para ouvir falar de Jesus, para aprender a louvá-lo e a falar com Ele. É um grupo grande (presentes 33), talvez um pouco grande pois assim não é possível dar-lhes a atenção necessária, mas um grupo participativo, empenhado, curioso.

As pessoas reunidas constituem um grupo, o grupo de Amigos de Jesus, que se reúne para O louvar, para ouvir a Sua Palavra. São os cristãos!

-"Cristões? Que nome tão esquisito!"
- "Não é cristões, é cristães."
- "Nem uma coisa nem outra. Cristãos, pessoas que tentavam imitar Jesus Cristo com o seu modo de vida. Por isso receberam esse nome".

"Os discípulos eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à união fraterna, à fracção do pão e às orações. (...). Louvavam a Deus e tinham a simpatia de todo o povo".

Act 2, 42-47


Nós pertencemos também a este grupo, e também podemos ser melhores cristãos quando vamos à catequese, quando participamos na Eucaristia, quando rezamos, quando somos amigos de todos.

-"Mas então só somos "isso" quando fazemos essas coisas? Quando sairmos daqui já não somos?"

Ser cristão é ser isto tudo e muito mais. É nao nos limitarmos a vir à catequese e passarmos o tempo na brincadeira, é ser amigo de todos, na escola, na casa ou na rua. É oferecer a Jesus o melhor presente que lhe podemos dar:
"Vós sereis meus amigos se fizerdes o que vs mando. O que vos mando é que vos amei uns aos outros" (Jo 15, 14.1).

quarta-feira, abril 25, 2007

Semana de Oração pelas Vocações

O último encontro da catequese falava do convite de Jesus a Pedro e a André “Sigam-me, e eu farei vocês se tornarem pescadores de homens” (Mt 4, 18-20).

O apelo que Jesus fez aqueles homens, homens do mar, humildes, simples, foi também ele humilde e simples. E eles foram...

Estamos a viver a Semana de Oração pelas Vocações e o Santo Padre chama-nos a atenção para um aspecto muito importante .

"O cuidado das vocações, portanto, necessita de uma constante “educação” para ouvir a voz de Deus, como Eli fez quando ajudou o pequeno Samuel a compreender o que Deus estava lhe pedindo fazer e a executar imediatamente a ordem dada (cf. 1Sm 3,9). É óbvio que o dócil e atencioso escutar pode acontecer apenas num clima de íntima comunhão com Deus. Realiza-se isso principalmente na oração."


É pela oração que melhor ouvimos o apelo de Deus, o convite para colocarmos as nossas mãos, os nossos dons ao serviço, como padres, freiras, consagrados ou simples leigos que colaboram nas suas paróquias.

"No centro de cada comunidade cristã há a Eucaristia, a fonte e o auge da vida eclesial.(...) Finalmente, voltemo-nos a Maria, que deu apoio à primeira comunidade onde “todos tinham os mesmos sentimentos e eram assíduos na oração” (At 1,14)".
Idem

Oremos nesta semana por todos aqueles que são chamados à vocação - solteiros ou casados, de vida religiosa ou simplesmente de serviço ao próximo, nas nossas localidades ou nos locais mais recônditos do planeta. Oremos, pois só pela oração poderemos ter "muitas e santas vocações".

terça-feira, abril 24, 2007

Catequese 18 - Jesus tem amigos

Um pouco em atraso aqui fica o relato do último encontro de catequese.
O nosso encontro começou com uma actividade que lhes agradou - um conjunto de tarefas que cada um teria de realizar. Os que tivessem mais dificuldade poderiam pedir ajuda. Foram perguntas de revisão e apesar de algumas dificuldades, no geral, todos tiveram um bom desempenho.
Foi assim introduzida a ideia de grupo, amizade, confiança.
A Palavra de Deus, deste nosso encontro, era muito apelativa:

“Caminhando ao longo do mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão chamado Pedro, e o seu irmão André, que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores. Disse-lhes: “Vinde após mim que eu farei de vós pescadores de homens!” E eles imediatamente deixaram as redes e seguiram-n’O”.


Mt 4, 18-20

Jesus chama-nos de muitas maneiras, chama-nos a vir à Catequese, a fazer o bem, a ser amigos. Chama-nos a ser catequistas, a ser padres, a ser missionários.
E sempre que Lhe respondemos temos de fazer sacríficios - deixar os nossos amigos, deixar os nossos jogos, deixar a televisão e a playstation;
Já nos adultos a chamada é ainda mais difícil - deixar a família, deixar o conforto, deixar o comodismo que nos invade. Mas deixamos para o seguir, deixamos porque somos seus Amigos, deixamos porque O queremos Seguir, deixamos porque queremos responder ao apelo "Vem e Segue-Me".

O grupo está cada vez maior, temos mais um elemento. O M. Já vamos em 41 a caminhar, embora no caminho deste Sábado só apareceram 35. A falta de assiduidade é um ponto que tenho de tentar resolver neste grupo.

terça-feira, abril 17, 2007

Decálogo do Catequista


1. Amarás o Senhor teu Deus, acima de todas as coisas! E, pela sua graça, amarás as crianças, os adolescentes e os jovens, que te foram confiados. Amá-los-ás acima do teu saber, acima do teu poder, acima do qualquer mérito ou classificação. Porque educar é amar. E sem amor, não há relação; sem amor, não há conhecimento possível e verdadeiro.

2. Não invocarás em vão o nome dos teus catequizandos! Quando chamares pelo nome de cada catequizando, saberás que cada um deles é um mistério sagrado, uma personalidade única, original e irrepetível. Conhecê-los-ás, na sua singularidade e na sua circunstância, para os amares, de modo único! Esta é a tua primeira graça e a tua primeira missão!

3. Guardarás o tempo sagrado do intervalo e do descanso, para escutares os teus catequizandos, para viveres e conviveres com eles, porque nem só de “encontros” de catequese vive o catequizando; lembra-te que ele aprenderá a ser Homem, mais por transmissão e contágio da tua alegria e dos teus valores, do que por ensino doutrinal. Não renuncies a transmitir-lhes uma autêntica sabedoria de vida!

4. Honrarás os pais dos catequizandos e nunca te substituirás a eles; sabendo que são sempre eles os primeiros educadores. Tu ficarás feliz, por seres colaborado na missão educativa dos pais, partilhando, em primeiro lugar, com eles e como eles, as suas dores e alegrias, sofrimentos e esperanças.

5. Não matarás nunca os teus catequizandos com palavras ou gestos ofensivos, com abusos de poder ou discursos de desencanto ou sinais de desesperança. Não causarás dano ao seu corpo e à sua alma ainda tão frágeis! Saberás cultivar nos teus catequizandos, o gosto e a responsabilidade pela beleza da vida!

6. Guardarás sempre a pureza no tom e no conteúdo das tuas palavras, na nobreza e largueza dos teus gestos. Esforçar-te-ás por usares uma linguagem compreensível e manteres sempre um rosto acolhedor.

7. Não defraudarás as esperanças dos teus catequizandos, nem lhes furtarás a confiança no futuro! Procurarás conciliar a justiça e o rigor, a compreensão e a amor, na avaliação integral e global dos teus catequizandos.

8. Não faltarás à verdade, iludindo os teus catequizandos, com promessas de facilidade; não faltarás à verdade, por falta de esforço na reflexão, por medo, comodismo ou falsa simpatia com os catequizandos. Saberás que só a verdade liberta e não temerás propô-la, mesmo correndo o risco de não teres quem a escute de imediato.

9. Não consentirás em qualquer pensamento ou desejo de vingança, de exploração ou de injustiça. Darás o benefício da dúvida, pensarás sempre o melhor dos teus catequizandos e desejarás para eles o que desejas àqueles que mais amas.

10. Saberás educar para a diferença, sem cederes à indiferença e ao relativismo, procurando, em conjunto com os teus catequizandos, a luz da sabedoria, o conhecimento da verdade e a beleza do amor!


(Texto adaptado de Pe. Amaro Gonçalo,
in Mensagem (Janeiro/Fevereiro 2007)

domingo, abril 15, 2007

Catequese 17 - Jesus está vivo

A Festa da Páscoa estava bem presente na memória do grupo, por isso a primeira parte do nosso encontro foi de partilha. Partilha de experiências, partilha de festa. Recordamos ainda todo o significado desta festa tão importante para nós os cristãos, e foi impressionante verificar como a sessão de catequese (Cinema na Catequese), em que viram o filme da Ressurreição, os marcou tanto!


Recordamos ainda as pessoas a quem apareceu Jesus e os sentimentos que estão relacionados com essa visita.

“Na tarde desse dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam juntos, com medo dos judeus, veio Jesus pôr-se no meio deles e disse-lhes: “A paz seja convosco”. Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Alegraram-se os discípulos, vendo o Senhor. E Ele disse-lhes, de novo: “A paz esteja convosco. Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós”.”

Jo 20, 19-21

Os amigos de Jesus estavam tristes, Jesus tinha morrido. Mas Jesus apareceu-lhes e eles ficaram felizes e foram partilhar essa alegria com toda a gente.



Esta foi também a proposta deste nosso encontro - ir ao encontro de todos e anunciar que Jesus ressuscitou. Numa folha de papel com este simbolo desenharam a alegria de Jesus ressuscitado. Levaram-na para casa e irão pintá-la e afixá-la para que toda a gente saiba da alegre notícia e todos se alegrem com ela.


Imagem retirada do Fórum Catequese - Material Apoio 1º ano


domingo, abril 08, 2007

PÁSCOA - Ressurreição do Senhor

A tradição cristã “manda” que hoje as portas se abram, os sinos toquem a rebate e os gritos de Aleluia se façam ouvir por todo o lado – Jesus Ressuscitou – estamos em festa!

A tradição, diz quem sabe, já não é o que era. Hoje, infelizmente, em muitas paróquias, Jesus Ressuscitado já não visita as casas ou quando “ousa” sair à rua poucas são as casas que apresentam as suas portas abertas.

Na minha paróquia, felizmente, ainda se ouve os sinos nas ruas, ainda há festa que anuncia Jesus Ressuscitado, de porta em porta, de casa em casa. São dois dias de festa, Domingo e Segunda-feira, coordenadas em 2 ou 3 equipas de leigos (de acordo com a zona da paróquia).

Em muitas paróquias a cruz que se beija representa um Cristo preso à cruz, lembrando a sua morte. Na minha paróquia, desde há alguns anos a cruz que nos visita representa Jesus Ressuscitado, engalanado com flores, porque afinal Ele Está Vivo!

A Cruz em pormenor



A Cruz da Visita Pascal

A Luz da Ressurreição ilumine os nossos caminhos

de esperança e de amor.
Aleluia!

Uma Santa e Feliz Páscoa

sexta-feira, abril 06, 2007

Quando o caminho a percorrer nos custa...

Se Jesus vivesse entre nós, e passasse pela mesma situação que hoje meditamos, quantas pessoas o iriam acompanhar até ao Calvário?
A inércia, o comodismo, a televisão ou simplesmente o conforto do lar são neste momento mais importantes do que meditar no sofrimento daquele Homem que tanto sofreu por nós. Sofreu a pensar nos nossos pecados, mas nem por isso estes são em menor número.
Hoje na minha paróquia, e se não estou em erro, pelo terceiro ano consecutivo, realizou-se a Via-Sacra, à noite (embora todos os Domingos se realize uma Via-Sacra, na parte da tarde). A organização a cabo da Catequese e os convites enviados, avisavam que a saída era da Igreja Matriz em direcção ao Monte do Calvário (monte onde ao longo de um escadaria estão representadas as 14 estações), num percurso de cerca de 1,5km. No entanto, se as condições não o permitissem seria realizada no interior da Igreja.
O tempo não se apresentou muito inseguro, é certo, e a noite apesar de fria não estava como as anteriores, mas mesmo assim, e por decisão do nosso pároco, resolvemos realizar a Via-Sacra no interior da Igreja.
O mais triste de tudo isto foi mesmo a participação. Entre crianças e adolescentes da nossa Catequese apenas apareceram 7; a assistência não ultrapassaria os 40 (para quem não sabe, a paróquia é muito grande, e neste momento a frequentar a catequese encontram-se cerca de 200 crianças - números não oficiais). Foi pena, pena por todas as pessoas que não quiseram participar, por todas as pessoas que foram vencidas pelo comodismo, pela falta de vontade de sair de casa e de participar num acto de reflexão, que nos toca (ou deveria tocar) a todos nós cristãos.
Custa-me esta falta de fé, custa-me ver que ano após ano, cada vez menos pessoas participam em actos religiosos, custa-me que as pessoas não percorram o caminho, que desistam de o fazer, de chegar até Cristo.
Será que tudo o que Ele fez foi em vão? Será que todo o sofrimento não valeu de nada? Será que nós temos um coração tão duro que não se comove com a narração da sua Paixão? Será que há pessoas que pensam que tudo não passa de um romance ou argumento de um filme de Holywood? Será que o Homem está a desistir de chegar à meta, a meta que é Cristo?
Porque será então?

Semana Santa - Paixão de Cristo


"Era já quase meio-dia, quando as trevas cobriram toda a terra, até às três horas da tarde, porque o sol se tinha eclipsado. O véu do templo rasgou-se ao meio. E Jesus exclamou com voz forte: «Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito».

Dito isto, expirou."

In Lc 22, 14 __ 23, 56




quinta-feira, abril 05, 2007

Semana Santa - Instituição da Eucaristia



«O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres. Ele me enviou a proclamar a redenção aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos, a proclamar o ano da graça do Senhor».

In Evangelho do dia (Lc 4, 16-21)

domingo, abril 01, 2007

Semana Santa - Domingo de Ramos

Na recta final da Quaresma o grupo reuniu os seus caminhos, as suas pegadas.

Não trouxeram todos, são pequenos, é fácil de esquecer. Mas também compete aos pais, enquanto responsáveis pela educação destas crianças, e enquanto colaboradores nesta tarefa, de os recordar que hoje era o dia de trazer para o nosso encontro este trabalho. Os trabalhos foram recolhidos e amanhã, em ofertório solene, serão apresentados em conjunto com os trabalhos realizados nos restantes grupos de catequese.

Neste encontro preparámo-nos para o dia de amanhã - a festa de chegada de Jesus a Jerusalém, recebido entre ramos de oliveira e gritos de festa.

Cada um preparou o seu ramo de oliveira que amanhã levará à nossa Celebração, para ser benzido e entregue à sua madrinha.
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Na Celebração...

O dia amanheceu frio mas o sol deu o ar de sua graça. Do grupo apareceram cerca de 25 crianças, alegres como só elas.

Dos outros grupos também se notaram presenças significativas - todos estavam representados!

A Igreja encheu, catequistas, crianças, familiares e até turistas de visita à nossa terra e que se quiseram juntar à nossa festa. Muita participação, muito respeito e de um modo geral um bom comportamento (apesar da dificuldade que as crianças de 6 anos têm em aguentar mais de uma hora de celebração).

Foi uma cerimónia vivida e partilhada através da apresentação dos trabalhos desenvolvidos na catequese durante a Quaresma. Quatro grupos (1º, 6º, 9º e 10º) trabalharam a mesma ideia - a caminhada e as pegadas - mas o resultado foi bem diferente e é nestas partilhas que se aprende.


«Os reis das nações exercem domínio sobre elas e os que têm sobre elas autoridade são chamados benfeitores.Vós não deveis proceder desse modo. O maior entre vós seja como o menore aquele que manda seja como quem serve. Pois quem é o maior: o que está à mesa ou o que serve?Não é o que está à mesa? Ora Eu estou no meio de vós como aquele que serve.Vós estivestes sempre comigo nas minhas provações. E Eu preparo para vós um reino,como meu Pai o preparou para Mim:comereis e bebereis à minha mesa, no meu reino,e sentar-vos-eis em tronos,a julgar as doze tribos de Israel.»

in EVANGELHO Lc 22, 14 __ 23, 56

Os trabalhos da Catequese Paroquial


O Cartaz do 1º ano

Os trabalhos do 1º ano

sábado, março 17, 2007

Catequese 16 - A grande festa Aleluia

Recordando o filme da semana passada (e com pena daqueles que não puderam assistir) voltamos novamente à Páscoa, como Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.
Recordamos o encontro de Maria com Jesus, junto ao sepulcro, e a alegria dos amigos quando souberam que Jesus tinha ressucitado.
Por mais que nos esforcemos, é difícil para uma criança acreditar em tudo isto e acreditar que Jesus continua entre nós, mesmo que não se toque. É difícil, mas é de pequeno que a Fé se deve semear, regar, para mais tarde dar o seu fruto!
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Tarefa para a semana:

Durante esta semana, pede aos teus familiares para todos os dias, antes de te deitares, rezarem contigo esta oração a Jesus.

Amigo Jesus,
Eu sei que Tu gostas muito de mim,
Que és meu amigo, que me escutas, que me falas.
Ajuda-me a ser cada vez mais teu amigo,
A escutar o que me queres dizer, com a Tua Palavra,
A viver como Tu me ensinas,
A responder-Te sempre «sim»!
Quero pedir-te que ajudes todas as pessoas
A saberem ser amigas umas das outras.
Obrigado por este dia que terminou.
E que amanhã a minha vida possa ser
Como uma flor, bela e alegre, que ofereço a Ti.
Amén!




O cinema na catequese

O título pode parecer estranho, mas foi o que aconteceu hoje no nosso encontro - uma sessão de cinema (ligeiramente adaptada, claro!).

Na semana passada falamos sobre a morte e ressurreição de Jesus. Pareceu-me contudo que uma imagem, na maior parte dos casos, vale mais que mil palavras, por isso resolvi mostrar-lhes um episódio de uma série que há uns anos atrás passou na TVI (quando esta era de inspiração cristã). "As mais belas histórias" era o nome da série e o episódio "A Ressurreição". Pelo olhar e pela atenção penso que será uma actividade a repetir. Pena é que só tenho alguns episódios...

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Tarefa para a semana:

Sermos perdoados por Deus ajuda-nos a perceber como é bom sabermos também perdoar aos outros...
Ao longo desta semana toma atenção às vezes em que foste capaz de perdoar e cola a tua pegada no caminho.

quarta-feira, março 14, 2007

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA SACRAMENTUM CARITATIS

Foi ontem publicada a Exortação Apostólica SACRAMENTUM CARITATIS.

"1. Sacramento da Caridade, a santíssima Eucaristia é a doação que Jesus Cristo faz de Si mesmo, revelando-nos o amor infinito de Deus por cada homem. Neste sacramento admirável, manifesta-se o amor « maior »: o amor que leva a « dar a vida pelos amigos » (Jo 15, 13). De facto, Jesus « amou-os até ao fim » (Jo 13, 1). Com estas palavras, o evangelista introduz o gesto de infinita humildade que Ele realizou: na vigília da sua morte por nós na cruz, pôs uma toalha à cintura e lavou os pés aos seus discípulos. Do mesmo modo, no sacramento eucarístico, Jesus continua a amar-nos « até ao fim », até ao dom do seu corpo e do seu sangue. Que enlevo se deve ter apoderado do coração dos discípulos à vista dos gestos e palavras do Senhor durante aquela Ceia! Que maravilha deve suscitar, também no nosso coração, o mistério eucarístico!"
In Introdução
Em tempo de Quaresma uma leitura que se recomenda e que a todos nos alimentará!

sábado, março 10, 2007

Catequese 15 - A semente floriu

Quando se semeia uma semente o que acontece? Quem a faz crescer?
A semente é lançada à terra, aí germina, cresce e dá fruto, até se transformar numa forma nova.
Jesus também sabia que algo semelhante a isto iria acontecer com Ele.
"Se o grão de trigo, caindo à terra, não morrer, fica só ele;
mas se morrer dá muito fruto"
Jo 12,24
Havia algumas pessoas que não gostavam de Jesus e decidiram matá-lo. Um dia prenderam-n'O e condenaram-n'O à morte. Trataram-n'O mal, bateram-Lhe, pregaram-n'O numa cruz e aí morreu.
Mas como puderam fazer isso, se Jesus era amigo de todos?
Deus não quis que Jesus ficasse morto para sempre. Passados 3 dias desde a Sua Morte, Jesus ressuscitou, ganhou uma vida nova, como a semente que foi lançada à terra.
"Não vos assusteis. Procurais Jesus, o crucificado? Ressuscitou, não está aqui."
Mc 16, 5-6
Jesus passou pela morte, mas agora está vivo, para sempre, por isso fazemos a festa da Páscoa.
Pela cruz Jesus passou da morte à vida, por isso a cruz é importante e respeitada pelos amigos de Jesus, que todas as vezes que Lhe rezam fazem o sinal da cruz.
Pelo sinal
da Santa Cruz
livre-nos Deus
Nosso Senhor
dos nossos inimigos
Em nome do Pai
do Filho
e do Espírito Santo.
Amén
E assim a nossa caminhada alcançou nova etapa - o grupo hoje aprendeu a oração dos gestos. Com alguma confusão, é certo. Trocas de mãos, direitas e esquerdas, alguns baralhados, em especial os canhotos... Enfim, mas todos mostraram entusiasmo e isso é o que mais importa!

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Tarefa para a semana

Na parábola da figueira, os frutos simbolizam as nossas acções. Na semana passada eras convidado a ver quem poderias ajudar um pouco mais. Agora, ao longo desta semana, és convidado a fazer uma boa acção. E no final, não te esqueças de colar a tua pegada!

sábado, março 03, 2007

A Amizade

Em resposta a um desafio deixado pela J estou aqui a escrever uma palavras sobre a amizade.



A Amizade é para mim uma das coisas mais importantes da vida. Quando se é amigo, amigo de verdade, tudo se suporta, tudo se aceita, devido ao Amor que nos une. Quando se é amigo, não são precisas palavras, basta um olhar e nesse olhar temos a capacidade de ouvir o que o outro nos quer dizer.




A Amizade é um tesouro valiosíssimo. Quem o encontra não o deve perder jamais. Quem não o tem deve continuar a procurar. Fácil de encontrar? Não, não é. E por vezes essa procura magoa, fere-nos, porque nos aparecem pela frente miragens que nos iludem e nos fazem acreditar em algo que não é real.




A Amizade deve ser cultivada, tal e qual uma planta. Regá-la, vigiá-la, tirar-lhe as ervas daninhas para que estas não a ataquem. E assim cresça pela vida fora, bela e sã.




Companheiros, colegas, pela vida encontramos muitos, com quem na certa passamos bons e maus momentos. Amigos, amigos de verdade serão poucos, mas na certa serão aqueles que estarão ali quando mais precisarmos, que nos enxugarão as lágrimas, que nos emprestarão o seu ombro, que se irão rir e chorar connosco, que irão brincar e dançar, que vibrarão nos bons momentos e nos apoiarão nos menos bons, aqueles em quem podemos confiar.



Eu agradeço a Deus todos os dias pelo tesouro que me deu, a S. É como uma planta que cuido com amor, há mais de 20 anos!

"Quem tem um amigo,
mesmo que um só,
não importa onde se encontre,
jamais sofrerá de solidão;
poderá morrer de saudade,
mas não estará só."

Amyr Klink


Ao invés de lançar este desafio a uma pessoa em particular, deixo-o aqui em aberto a um novo amigo que por aqui passe e o aceite. Fico à espera...

Catequese 14 - Como Jesus, louvo o Pai

O ser humano gosta de saber que o seu trabalho é reconhecido e apreciado. Está na sua natureza.
Desde cedo que as crianças também. Hoje o nosso encontro começou com um cântico e foi com um brilhozinho nos olhos que o grupo ficou depois de os louvar pela bela forma com que tinham louvado Jesus.
Este foi o mote para o tema de hoje. Jesus elogiava o Pai do Céu por todas as coisas que Ele nos dá, coisas boas e bonitas.

"Bendigo-te, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra,
porque revelastes estas coisas aos pequeninos."
Mt 11, 25

Tudo quanto temos, tudo quanto existe foi Deus que o criou e no-lo deu - pessoas, noite, dia, sol e chuva, mar, animais, enfim, tudo aquilo que nos rodeia.

Oração da Noite
Nós vos louvamos, Senhor
Por tudo o que nos deste!
Nós vos louvamos
Ficai sempre connosco!
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Tarefa para a 2ª semana da Quaresma


Ao longo desta semana, está atento às pessoas à tua volta, talvez descubras algumas de quem possas ser mais amigo... E não te esqueças de colar a tua pegada no caminho!

sábado, fevereiro 24, 2007

Quaresma na Catequese e na Família

No dia 21 de Fevereiro de 2007 iniciou-se um período importante de reflexão que antecede a grande festa dos Cristãos – a Quaresma.
A Quaresma é uma caminhada de 40 dias que nos conduz à Páscoa. Os Hebreus caminharam 40 anos no deserto para só depois alcançarem a Terra Prometida; foram 40 anos de vida dura, sacrificada, de purificação da idolatria. Moisés permaneceu 40 dias no Sinai antes de receber a Lei, em oração e penitência diante da majestade de Javé. Elias caminhou 40 dias no deserto para chegar ao monte de Deus. Cristo jejuou 40 dias no deserto antes de iniciar a sua vida pública. A Quaresma é o grande período em que toda a Igreja se recolhe, e se purifica para preparar a Páscoa.
Por comemorarmos o Ano da Família, na nossa diocese, este foi também o tema escolhido para a Quaresma na nossa paróquia. Queremos deste modo aproximar a família da catequese, pois é na família que a catequese começa.
Actividade a desenvolver

Para cada semana da Quaresma é apresentada uma proposta de uma actividade individual. Fazendo o que aí se propõe cada um poderá recortar a pegada, com a ajuda de um adulto, para a colar no cartaz que ilustra o caminho.
É importante que a família se responsabilize por acompanhar esta caminhada, ajudando a criança a estar atenta a si mesma, aos outros e a Deus, e a fazer pequenas tarefas que demonstram essa atenção.
No dia 31 de Março cada criança deverá levar para o encontro da catequese o seu cartaz preenchido, para o apresentar na Celebração Pascal, que se realizará no dia 1 de Abril.



O nosso caminho...

A nossa pegada...

A tarefa desta semana: Ao longo desta semana, procura estar atento às escolhas que vais ter de fazer. Podem ser pequenas coisas, em casa, na escola, com os teus amigos, (por exemplo ver televisão ou ajudar a mãe ou a avó a pôr a mesa), e anota uma em que te parece que conseguiste escolher como o teria feito Jesus se estivesse no teu lugar. Se cumpriste a tarefa não te esqueças de colar a tua pegada no caminho!

NOTA: As actividades desenvolvidas ao longo da Quaresma serão adaptadas a partir daqui e daqui.

domingo, fevereiro 18, 2007

O meu testemunho

Foi há alguns anos, 17 se não me engano. Foi no ano em que realizei a minha Profissão de Fé. Na altura não havia o uso de se continuar até ao Crisma. Quando este se realizasse haveria uma série de reuniões de preparação.
Era Verão, um final de tarde, quando 2 catequistas bateram à porta. Uma delas tinha sido responsável pela minha preparação para a Profissão de Fé, a outra não a conhecia. Perguntaram-me se estaria interessada em ajudar na catequese, ser auxiliar num grupo. Aceitei!
Comecei num grupo de cerca de 50 crianças, com uma catequista responsável e mais 3 auxiliares. Era o 2º ano e a experiência foi, no meu ponto de vista, enriquecedora. Tínhamos reuniões de catequistas semanais onde se preparava a catequese e se tomavam decisões, sempre com a presença do pároco. Esses primeiros anos foram aqueles que recordo com mais saudade, pois foram os anos que mais me marcaram na experiência de ser catequista e na minha própria fé. Era um grupo unido, de entreajuda, onde as reuniões serviam de formação a quem, como eu, estava a iniciar-se.
Os anos foram passando. Fui complementando a minha formação com a participação num Curso de Iniciação e ao fim de 6 anos entregaram-me um grupo de crianças de 6 anos. Não foi uma tarefa fácil, mas sem dúvida que foi gratificante e serviu de aprendizagem. O grupo era de 40 crianças, assumido por 2 catequistas, eu e a S. Foi um caminho de descoberta, de dificuldades, mas com muitas alegrias. Alguns foram ficando pelo caminho, outros continuaram e outros foram integrando-o ao longo dos anos. E que caminhada! Vinte realizaram o seu Crisma, 10 anos depois de terem iniciado o seu percurso. Um percurso marcado pela minha entrada na Universidade e posteriormente pela da S. Mas apesar disso, a Fé em Cristo, o desejo de espalhar a sua Palavra e os olhos daquelas crianças que já sentíamos tão próximas de nós impediram que deixássemos este grupo. Nem todos são membros participativos na comunidade, mas eu acredito que a semente está lá no seu coração, e que qualquer dia irá despontar. Nos dias que correm é bem difícil despertar os jovens para a religião, chamá-los à Igreja, cativá-los. Tenho porém a certeza de que, tanto eu como a S., nos esforçamos por isso, e também acredito que este grupo viveu cada uma das Festas com verdadeira emoção e consciência daquilo que estavam a realizar – Primeira Comunhão, Profissão de Fé e Confirmação. Foram os próprios pais que o disseram. Hoje são garotos com um pé na Universidade e é com carinho que nos cumprimentam quando por nós passam na rua. Pode ser que um dia, quando forem pais, se lembrem das suas catequistas, da sua catequese e a semente brote…

Por razões profissionais parei um ano. Senti falta, confesso.

Hoje tenho novamente um grupo, bem diferente do meu primeiro grupo. Os tempos são outros, a diversidade de ofertas também. Até os próprios pais…
É um grupo de 40 crianças, e novamente tenho a S. a meu lado. Como auxiliar tenho a MJ, uma das minhas meninas do meu primeiro grupo.
Cada encontro é uma descoberta, deles e minha, mas já noto a amizade que sentem por Jesus e o desejo de quererem aprender mais.

Sim, sou catequista porque me chamaram e não voltei a cabeça. Porque gosto de ver as crianças com sede de saberem mais sobre Jesus, de serem suas Amigas. Pela alegria que sinto ao terminar cada encontro e saber que consegui chegar ao seu coração. Não gosto de fazer espectáculos, de mostrar actividades só para outros verem. As actividades servem para as crianças viverem em pleno a sua fé, sentirem a alegria de serem amigos de Jesus e de saberem que Ele também é seu Amigo. Às vezes é preciso fazer sacrifícios, são horas a menos que se passa com a família, enfim… Mas quando se faz o que se faz por amor, a Cristo e a estas crianças que estão a desabrochar, tudo vale a pena!

Há ainda obstáculos que tentamos ultrapassar, mas nem sempre o conseguimos. Dificuldades ao nível dos espaços, dos recursos e até mesmo na funcionalidade do grupo de catequistas, que já não é tão unido como era. Mas isso será assunto para outro post…

Por agora lanço o desafio:
E tu, porque razão és Catequista?

Catequese 13 – Deus ajuda-nos a crescer

Estavam apenas 25, talvez por os outros pensarem que no Carnaval a Catequese também entra de férias.

O tema era simples, mas ao mesmo tempo profundo – o nosso crescimento.

Crescemos no corpo, crescemos na amizade, crescemos na inteligência ao aprender novas coisas, na escola e na catequese.

A Jesus também lhe aconteceu o mesmo.

“A sério? Jesus também andou na escola?”

“ E onde Jesus viveu também havia escolas?”

A surpresa e a admiração estava patente na cara das crianças, até que uma diz:

“Mas se calhar não tinham mesas nem cadeiras…”

“Então, qual era a profissão do Pai de Jesus?”

“Carpinteiro, muito bem.”

“Claro, foi o Pai de Jesus que fez as mesas e as cadeiras da escola!”


"Jesus crescia em sabedoria, em estatura e em graça,
diante de Deus e dos homens"
Lc 2,52


Acho que hoje (e desde que esta caminhada começou) também o grupo cresceu em sabedoria, estatura e em graça!

A oração é algo que não está a ser fácil de trabalhar. Alguns pais delegam esta tarefa totalmente para as catequistas e a verdade é que esta não se pode desenvolver em apenas uma hora semanal.

Pelo menos o grupo já sabe que não se pode ir embora da nossa sala sem se despedir de Jesus. Esta foi a oração de hoje. Espero que a repitam durante a semana.

Tocar na cabeça: Por crescermos em estatura, por sermos grande no corpo. Obrigado Senhor!

Tocar no coração: Por crescermos no conhecimento e na amizade com todos. Obrigado Senhor!

Levantar e abrir os braços: Por crescermos em graça, no Amor a Deus e aos Irmãos. Obrigado Senhor!

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Dia 11 de Fevereiro

Mãezinha! Neste corpo tão pequenino, de dois milímetros apenas, que maravilha! Tão pequenino, e já com tudo o que hei-de vir a ser: esperto, inteligente, de estatura mediana, olhos castanhos, cabelo escuro. Tudo programado, na vida que acaba de surgir! Ficaste surpreendida ou esperavas? Ficaste alegre ou triste, com entusiasmo ou preocupada?


Ó Mãe: Se por absurdo houvesse um momento em que, dentro de ti, eu fosse o mais forte, davas-me a mim o direito de te matar também? Mãe, ainda que o pudesse, eu não o fari. Eu não podia um dia viver, se à minha consciência me segredasses: meu filho, porque me mataste? Se amanhã considerares indesejável o meu pai, também te julgas no direito de o liquidadares, de o envenenares? E se tu fores a indesejável?


Mãe, eu quero viver!


Deixa-me viver!

Autor desconhecido






Eu voto NÃO!

domingo, fevereiro 04, 2007

As pessoas e o referendo

O referendo está à porta. Pelo que tenho lido a abstenção parece estar a crescer.

Talvez seja o comodismo que nos invade, talvez seja a inércia que nos acomete, talvez seja a indiferença por um assunto que parece passar-nos ao lado.

Na minha paróquia não quisemos que passasse de modo indiferente esta questão. Mãos ao trabalho e no espaço de 1 semana resolveu-se promover uma sessão de esclarecimento sobre o debate.
O convite que foi distribuído pela vila. Não referia a causa defendida, apenas a promoção de uma sessão, que se pretendia esclarecedora e organizada por jovens. Para abranger um maior número de pessoas o convite foi entregue em sessões de catequese, tentando deste modo chamar os pais.

O painel de intervenientes prometia - um médico, uma enfermeira, um casal com 3 filhos.

A plateia nem por isso - infelizmente apareceram cerca de 50 pessoas, apenas! Nem um único pai/mãe se disponibilizou (daqueles que têm os filhos a frequentar a catequese).

Os factos foram apresentados - em tom científico, esclarecedor! Sem intromissão da Igreja, mas apenas em termos médicos e legais - a questão, o projecto de lei, a Constituição e as leis europeias, o Código dos médicos e o seu juramento, o futuro em termos de saúde, as opções dos médicos.
Sim, esta questão irá afectar todo o povo português - quantas pessoas esperam por consultas, anos a fio, e o dinheiro do Estado é empregue em destruir vidas!
Estavam poucas pessoas é certo, todas defensoras do NÃO, por isso não se gerou a discussão, o debate. Alguém referia que certas pessoas até eram a favor do NÃO, mas que votariam Sim, pois não tinham o direito de julgar quem quisesse abortar - cada um é livre.

O assunto é sério - os médicos podem recusar-se por um lado, mas por outro têm uma lei a cumprir - o caso pode arrastar-se pelos tribunais. Um senhor presente na sala exemplificou, um pouco em tom de brincadeira ou ridículo, mas que num cenário hipotético poderia acontecer:

Uma mãe deseja abortar. Os médicos recusam-se e o caso segue para tribunal. A justiça em Portugal é um pouco lenta (como toda a gente sabe) e o resultado da sentença poderia sair quando o rapaz já estivesse na tropa! Imaginem se fosse a favor do seu aborto...


Embora o Sim apresente uma certa vantagem, eu acredito, eu tenho fé de que o NÃO poderá ganhar. Porque a vida começa desde a fecundação, porque o ser que se forma é autónomo, porque o seu coração bate desde muito cedo, lutando por uma vida!

É dia 11, sim, dia 11 de Fevereiro - "Eu sou a Imaculada Conceição!"


Está tudo dito, não é assim?

Catequese 12 - Deus faz tudo para nós

Olhamos à nossa volta e damos conta da beleza e da diversidade da Natureza - pássaros, flores, frutos, animais. Até as pessoas são diferentes e belas ao mesmo tempo. Cada ser humano é único, na sua diversidade - a própria ciência nos confirma!
E tudo isto é oferecido ao Homem por Deus!
Quantas vezes Lhe voltamos as costas? Não Lhe agradecemos? Ou até mesmo O desperezamos? E contudo, dia após dia, o Sol nasce para cada um de nós, uma flor se abre, um fruto que nasce. Sim, Deus é bom para nós, mesmo que às vezes nós não o sejamos para Ele.
Mas o mais importante de toda a Criação é, sem sombra de dúvida, o Homem!

"Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, mas o vosso Pai Celeste alimenta-as. Não valeis vós mais do que elas? (...). Olhai os lírios do campo: vede como eles são belos!"
"Vós valeis mais do que as aves do céu e os lírios do campo. O vosso Pai do Céu bem sabe do que precisais."


cf. Mt 6, 26-34

Por tudo isto Lhe devemos cantar, rezar, LOUVAR! Dia após dia agradecer-lhe o dom da Vida!


Pelo céu e pelo mar - Aleluia
Pelas aves a cantar - Aleluia

Pelas flores a nascer - Aleluia
Pelas fontes a correr - Aleluia

sábado, janeiro 27, 2007

Catequese 11 - Deus dá-nos a vida e cuida de nós

Olhamos à nossa volta e damos conta da riqueza da diversidade que a Natureza nos apresenta. Tantas coisas, tantas cores, tanta variedade.
Olhamos e pensamos que aquilo que está ali, mesmo à nossa frente, é obra das nossas obras, do nosso trabalho - os frutos que a frutaria vende, as flores e plantas que o jardineiro arranja, o pão que o padeiro faz... Sim, o Homem consegue fazer muitas coisas e de facto é pelo seu trabalho, pelo seu cuidado que trata, rega, cuida. Sim, é verdade que o Homem faz muitas coisas, mas o Homem não tem o dom de lhes dar vida.
Não, todas as coisas maravilhosas existem, nascem e crescem porque Deus lhes dá Vida!
A mesma vida que nos dá a nós.
"Mas a vida foi-me dada pelos meus pais!"
"Sim, é verdade. Mas Deus dá a vida aos nossos pais a vida e a capacidade de a transmitir. Por isso a nossa vida é um Dom de Deus, o mesmo Deus a quem chamamos Pai Nosso".
"Mas eu tenho uma dúvida. O primeiro homem e a primeira mulher não tinham pais, então como tiveram vida?"
"Esses receberam a vida de Deus, que lhes transmitiu a capacidade de darem a vida aos seus filhos, e estes aos filhos. Os vossos avós também receberam este dom, passaram aos vossos pais, e daqui a uns anos, quando vocês crecerem também vocês terão esse dom para dar aos vossos filhos".
Sim, Deus é muito bom connosco, apesar de às vezes fazermos coisas menos boas. Mas sempre que precisamos de alguma coisa podemos pedir-Lhe que Ele nunca nos falta. Podemos pedir-Lhe para que nunca nos falte o alimento:
O Pão nosso de cada dia nos dai hoje
Perdoai-nos as nossas ofensas,
Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido
E não nos deixeis cair em tentação.
E assim ficou completa a oração do Pai-Nosso. Sem dúvida a mais bela oração que Jesus nos ensinou!

sábado, janeiro 20, 2007

Catequese 10 - O Pai de Jesus é também nosso Pai

No seguimento do encontro da semana passada, a catequese de hoje abordou ainda o tema de Deus, Pai de Jesus e nosso Pai.
Não é algo fácil de entender, pois se Jesus tinha José como Pai, como diz a catequista que agora tem outro, Deus. As crianças são assim mesmo, a inocência que as ajuda a crescer. Deus é o Pai de Jesus, que embora não se veja está sempre presente, olhando por Ele e com quem Jesus fala muitas vezes. Deus é assim nosso Pai também, que nos ajuda, que nos ama, que nos conhece.

"Mas ó catequista, no outro dia eu caí pelas escada abaixo, aleijei-me no queixo e Deus não me ajudou. Se me tivesse ajudado eu não me teria aleijado".
"Mas será que não ajudou mesmo? Será que se não fosse Deus tu não terias ficado pior?"
E logo um coro de vozes apontou uma série de coisas fatídicas que poderiam ter acontecido.
As crianças têm estas surpresas, são capazes de perceber mais rapidamente os desígnios de Deus, que muitos adultos.
Com esse Pai podemos falar, como Jesus falava, em oração. Uma oração que um dia Jesus ensinou aos seus amigos, e que ainda hoje os amigos de Jesus rezam - ainda não tinha terminado e logo uma das crianças apontou o Pai Nosso. Sim, foi esta a oração que Jesus ensinou aos seus amigos e que hoje vamos aprender a 1ª parte.
A oração foi repetida várias vezes, explicada detalhadamente. Espero que deste modo, quando a rezarem, não se limitem a repetir meras palavras, mas que pensem nas palavras e no seu significado, tal como lhes foi explicado.
Fiquei satisfeita com a catequese de hoje. Numa sociedade em que a religião e a sua prática parecem estar a diminuir, ao passo que outros interesses são valorizados, grande parte das crianças hoje presentes já conhecia a Oração do Pai-Nosso, que lhes foi ensinada pelos pais e/ou avós. É difícil ensinar algo a crianças que apenas estão connosco 1 hora por semana, se em casa estes ensinamentos não são valorizados e incentivados. Alguns pais não praticam, outros deixaram de o fazer, mas o facto de terem os seus filhos na catequese pode ser o rastilho para que voltem à Casa de Deus.



Pai Nosso que estás nos Céus
Santificado seja o Vosso Nome
Venha a nós o Vosso Reino
Seja feita a Vossa vontade, assim na Terra como no Céu

domingo, janeiro 14, 2007

Trabalhos do Advento 2006 - continuação

Aqui estão as imagens que não consegui postar ontem.


Uma panorâmica dos trabalhos realizados


Grupo do 9º ano

sábado, janeiro 13, 2007

Trabalhos do Advento 2006

Num post anterior falei da proposta de trabalho a desenvolver por cada grupo de catequese na minha paróquia.
Esses trabalhos foram desenvolvidos durante o Advento, apresentados na Festa da Catequese e o resultado está agora em exposição para que toda a paróquia possa testemunhar a vivência das nossas crianças.
O tema do Advento era a Família e os trabalhos aqui estão...




Grupo do 9º ano


Grupo do 2º ano


Grupo do 7º ano (cartaz)

Grupo do 9º ano

Grupo do 1º ano


Grupo do 6º ano


Grupo do 4º ano

Catequese 9 - Jesus gosta de seu Pai

O compromisso era simples, e apesar de algumas se terem esquecido, houve um grupo razoável que o cumpriu – visitaram ou telefonaram a uma pessoa que gostaria de saber notícias deles.

Falamos ainda da Festa de Natal da Catequese e foi com pena que alguns disseram que não puderam ir. Ficaram entusiasmados, e isso é o que importa. Na próxima Festa o grupo será na certa maior.


E o nosso encontro lá continuou. Hoje o tema relacionava-se com uma pessoa muito especial a quem Jesus gostava de agradar, que fazia sempre a sua vontade, com quem Jesus gostava de falar, alguém que não se via e no entanto estava muito próximo d'Ele – o seu Pai.
Um Pai que é diferente de todos os pais, Deus.
Um Pai com o qual falamos de maneira diferente, Oração.

Aos poucos as crianças vão entrando em contacto com a mais bela oração de todas, o Pai-Nosso. Hoje foi o início, mas algumas souberam reconhecer as palavras:

Pai seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu.


Como grupo de amigos de Jesus, também Ele ficaria contente se nós amassemos Deus Pai e fizéssemos a sua vontade (embora isso às vezes seja muito difícil, até para nós adultos):

- ser amigo das pessoas;
- falar com Ele todos os dias
- ser como Jesus

Difícil foi também a preparação deste encontro. Falar dos pais não é fácil, pois infelizmente as famílias de algumas crianças deste grupo têm certos problemas, resultando na situação de alguns estarem a viver com os avós.
Para mim também não o é, por me ser impossível apresentar a minha experiência pessoal como o guia de catequese assim o sugeria (e só eu sei a falta que ele me fez ao longo destes anos e ainda continua a fazer).
Penso que, apesar de tudo, consegui transmitir-lhes a ideia de que Jesus é Filho de Deus. Na próxima semana, aprenderão que nós também o somos.

Ah e já agora ficam a saber que hoje acolhemos mais um elemento!

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Receita para um Ano Feliz

As festas passaram e a vida regressou à normalidade, à rotina do nosso quotidiano.
Mas apesar de tudo, não podemos esquecer que estamos a iniciar um novo ano, e com ele novas expectativas, novas vivências, enfim, novas situações que esperamos, nos ajudem a crescer enquanto pessoas.
Assim, aqui fica uma receita para que 2007 seja um Ano Feliz!


Tome 12 meses completos.

Limpe-os cuidadosamente de toda a amargura, ódio e inveja.

Corte cada mês em 28, 30, ou 31 pedaços diferentes, mas não cozinhe todos ao mesmo tempo.

Prepare um dia de cada vez com os seguintes ingredientes:

- Uma parte de fé
- Uma parte de paciência
- Uma parte de coragem
- Uma parte de trabalho


Junte a cada dia uma parte de esperança, de felicidade e amabilidade.

Misture bem, com uma parte de oração, uma parte de meditação e uma parte de entrega.

Tempere com uma dose de bom espírito, uma pitada de alegria e um pouco de acção, e uma boa medida de humor.

Coloque tudo num recipiente de amor.

Cozinhe bem, ao fogo de uma alegria radiante.

Guarneça com um sorriso e sirva sem reserva.



Recebido por mail

domingo, janeiro 07, 2007

Celebração de Natal - Festa da Epifania

Cada ano é ano de mudança e as experiências que fazemos ajudam-nos a melhorar o nosso desempenho.
Há já alguns anos que tentamos fazer uma Celebração de Natal que não seja sinónimo de Festa de Natal e prendas. Temos tentado, e penso que temos conseguido.
Por tradição esta Celebração era realizada no fim de semana anterior ao Natal, não na Igreja Matriz por ser um pouco afastada do centro da vila, mas na Capela que apresenta contudo um espaço grande (tão grande como a Igreja). Uma Celebração simples - leitura da narração referente ao Nascimento de Jesus, apresentação dos trabalhos realizados durante o primeiro período e a terminar o "Beijar do Menino". Durante anos realizamos essa mesma Celebração da parte da tarde, mas a concorrência de festas de escolas, ATL e outras era muito grande e resolvemos realizá-la da parte da manhã. Foi sem dúvida uma boa ideia. Nos últimos anos a participação de crianças e pais foi aumentando - a Capela ficava cheia!
Mas este ano quisemos fazer diferente. Sim, qual o significado de beijar Jesus se afinal Ele ainda não tinha nascido? Como realizar um trabalho ao longo do Advento se este se resume a 2 Domingos e logo a seguir estamos de férias?
Não, este ano estávamos decididas a fazer diferente - Por que não realizar a nossa Festa da Catequese depois do Natal, na Epifania? E por que não fazê-la na Eucaristia?
Algumas vozes renitentes (sim, em todos os grupos de trabalho há sempre um velho do Restelo...) "Não sei se será boa ideia, Domingo? Às 18h? Os pais vão passear, não querem trazer os filhos à missa...Vai ser um fiasco, não vai aparecer ninguém!".
Mas como estavam enganados. A Capela estava cheia! Sim, CHEIA!
Esta Eucaristia é habitualmente pouco participada, em especial no Inverno, mas a participação das crianças, dos pais e outros familiares foi uma boa surpresa e o espaço tornou-se pouco para tantos.
A Eucaristia foi simples (não é assim que devem ser, simples mas vividas?). Um grupo de crianças animou-a com as suas vozes (algo desafinadas, é certo, mas foi animada) e as leituras foram realizadas pelos mais velhos. No ofertório apresentaram-se os trabalhos realizados durante o Advento e as Sagradas Famílias elaboradas por cada grupo (e que imaginação). A terminar, a oração da Família, lida em Acção de Graças por um casal. E mesmo no final, o "beijar do Menino Jesus".
Sem dúvida foi uma das mais bonitas Festas da Catequese e o mote para a Catequese participar mais activamente nas Eucaristias Dominicais.
Quanto ao meu grupo, foi a primeira vez que participaram numa Eucaristia (pelo menos para a maior parte) mas souberam estar e de certeza que aqueles que não foram irão ficar com pena...
Os trabalhos realizados em cada grupo são tão bonitos que resolvemos pô-los em exposição, ao lado do altar-mor. Depois mostro...

Trabalho realizado pelo 1º ano ao longo do Advento, terminando com a Epifania - Festa dos Reis


O tema do Advento da nossa paróquia foi a Família.

Esta foi a Sagrada Família construída pelo 1º ano

sábado, janeiro 06, 2007

Catequese 8 - Jesus tem visitas

Novo ano, caras novas! Hoje apareceu a S. pela primeira vez.
No primeiro encontro deste novo ano a sala ficou quase cheia, ao longo dos primeiros 10 minutos a roda não parou de crescer. Mesmo assim, notou-se a ausência de 7 elementos.
O tema de hoje relacionava-se com as visitas que Jesus recebeu aquando do seu nascimento. Primeiro foram os pastores. Depois os Reis Magos, carregando Ouro, Incenso e Mirra. Foi uma visita especial, tão especial que ainda hoje lhes é dedicado - O Dia de Reis.
As visitas são importantes, porque deste modo damos alegria a quem visitamos. Quem visita os outros é como se visitasse Jesus. Por isso, o compromisso do grupo para esta semana consiste em visitar uma pessoa que ficaria contente com a nossa visita. Cada um indicou a sua escolha. Espero que a cumpram. Mas a verdade é que as crianças desta idade não costumam falhar os seus compromissos.
E assim ficou completo o nosso painel que ilustra a caminhada - Advento, Natal, Epifania.
Amanhã será a nossa Festa de Natal, na Eucaristia das 18h. É a primeira vez que vamos fazer esta Festa num Domingo, por isso não sabemos qual será a participação por parte dos pais (esperamos que seja bastante participativa). Aí cada grupo levará o seu trabalho de Advento e a Sagrada Família que cada grupo construiu, apresentando deste modo toda uma caminhada, tendo como testemunha a nossa paróquia.
P.S.Esta foi a imagem que completou o nosso painel.