Caminhando ao Encontro

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segunda-feira, outubro 25, 2010

A Criação

O tema da Criação, para mim, sempre foi o mais difícil de abordar.

Não porque não acredite no poder maravilhoso de Deus, ou que a minha fé entre em conflito com a Ciência. A razão não é essa.

Simplesmente tenho sinto dificuldade em abordar esse assunto na Catequese. Reconheço que, talvez a culpa seja minha, pela minha falta de formação/conhecimento mais profundo nessa área. Mas a verdade é que nunca encontrei, entre os cursos de e para catequistas, nenhum que abordasse esta temática.

E o problema voltou a surgir este ano, em que o meu grupo de catequese segue o catecismo do 5º ano. Todo este primeiro período aborda o Livro do Génesis e a Criação do Mundo.

As primeiras catequeses decorreram dentro da normalidade (apesar das muitas dificuldades que por vezes surgem ao nível do comportamento das crianças). Contudo esta semana, uma delas levantou uma questão, que eu própria reconheço que tenho alguma dificuldade em explicar, e que por isso coloco neste post. Pode ser apenas uma dificuldade minha, que muitos podem considerar uma banalidade, mas aproveitando as visitas que por aqui passam, lanço o desafio de deixarem a vossa opinião sobre este tema/questão e até sugestões para o abordar, que poderão ser utilizadas na Catequese, da minha paróquia e até de outras.

O tema desta semana era o Bem e o Mal, tendo sido apresentado ao grupo a passagem da Bíblia que se refere ao facto de a serpente ter tentado Eva a comer o fruto proibido, e esta, por sua vez, ter tentado Adão.

O grupo compreendeu o que Adão e Eva fizeram de errado e reconheceram que a vergonha de não terem cumprido com o que Deus lhes pediu, fez com que se escondessem. Apesar de tudo, Deus perdou-lhes e entregou-lhes roupas para se cobrirem, no entanto, expulsou-os do Paraíso.


Mas se Deus perdoa tudo o que fazemos, porque expulsou Adão e Eva do Paraíso? É como se nós fizessemos alguma coisa de errado e os nossos pais nos expulsassem de casa...




O que responderiam a esta criança?

domingo, outubro 03, 2010

Novo Ano de Catequese - 2010/2011

Já começou o novo ano de catequese. Muitas crianças ainda não apareceram, embora já tivessemos 2 encontros de catequese. Mas o início é sempre a conta-gotas...
Uma das nossas grandes dificuldades, enquanto catequistas, é o primeiro encontro. Acaba por ser um encontro sem grande significado, com uma certa confusão, que se resume a cada catequista indicar a hora e o dia da sua catequese. Mesmo assim, este ano quisemos fazer o nosso compromisso numa Eucaristia, na presença de pais e crianças, e não se pode dizer que tivessemos uma fraca adesão. Provavelmente, este deverá ser o início oficial no próximo ano de catequese (dispensando-se a outra tarde).
O "meu grupo" este ano segue o caminho do 5º catecismo "Eu Sou o Vosso Deus". Pelo que pude ver, vai ser uma grande caminhada, na certa com algumas dificuldades, mas o Espírito Santo estará presente para ajudar. Por agora, e na pesquisa que andei a fazer pela net, já encontrei informação muito útil, em especial no cantinho da Celina, "a paixão de ser catequista", o qual recomendo vivamente.
Quanto ao grupo de catequistas, está o compromisso assumido de este ano desenvolver um trabalho diferente, com partilha e união, amizade... Esperemos, sinceramente, embora a reunião de ontem à noite (a primeira oficial) não tivesse corrido da melhor maneira...(infelizmente certas pessoas não medem aquilo que dizem, dizendo aquilo que pensam, sem pensarem que isso pode ofender os presentes...).
Para este período já estamos a trabalhar e assim, neste mês de Outubro, já agendamos uma reunião de reflexão sobre a catequese, dirigida a catequistas da paróquia e ainda das paróquias vizinhas, com a presença de uma irmã franciscana e ainda uma reunião geral de pais, para reflectirmos sobre as crianças e a catequese, em colaboração com elementos dos Salesianos.
Esperemos que corra tudo da melhor maneira.
A todos um bom ano de catequese!

segunda-feira, agosto 31, 2009

O que eles gostam e não gostam na catequese

O blog esteve de férias. Ás vezes também temos de parar, de fazer uma pausa, de reflectir nas nossas actividades.

Todos os anos lutamos e revoltamo-nos porque queremos ser diferentes, porque pretendemos mostrar que somos unidos, que trabalhamos para o bem comum.

Mas no fim, não passam de meras teorias que nunca chegamos a concretizar porque somos nós próprios que criamos os entraves.

O final da catequese, sim, é deste assunto que estou a falar. Em Setembro, combinamos, imaginamos, fazemos planos e calendarizações. Quando chega à altura temos respostas deste género "Eu já combinei com o meu grupo e vou ter esta actividade..."; "Eu quero terminar mais cedo que estou farta...;" Enfim... E nem a data que combinamos para terminar é cumprida. E gera-se a confusão entre pais que têm filhos em diferentes grupos de catequese. Resultado, o filho que terminar mais cedo é o que marca o fim da catequese - o outro já não vai mais.

Eu já nem ligo, nem quero saber. Acabamos por nos chatear. Por isso, na data marcada preparei um lanche para os meus meninos e fiz-lhes ainda um inquérito. Afinal, é sempre bom sabermos o que eles pensam da catequese.

Os resultados aqui estão. Numa altura em que devemos omeçar a pensar e a organizar o novo ano de catequese estas podem ser algumas sugestões a ter em conta.

O que mais gostei na Catequese

- de tudo!
- de fazer a Via-Sacra;
- de ver filmes;
- do convívio e de aprender mais sobre Jesus;
- de rezar e ouvir a catequista;


O que não gostei na Catequese

- de estar de pé;
- de quando a catequista nos ralhava...;


Ideias para a Catequese

- fazer piqueniques;
- aprender mais orações;
- pintar quadros;
- ver mais filmes;
- de fazer teatro/dança;
- fazer uma festa de fim de ano de catequese

Pode parecer estranho estar a abordar este assunto, nesta altura. Mas não é. Ainda o ano não começou a sério e já ouço catequistas a dizer que não querem saber, que não estão interessadas em participar nas reuniões, que até já estão a pensar faltar às mesmas (entenda-se que as reuniões na minha paróquia são mensais - apenas e só, uma vez por mês). O que interessa é o meu grupo e pronto!
Desculpem, mas isto é egoismo, isto não é ser catequista...

terça-feira, outubro 07, 2008

O Reencontro

Terminadas as férias, é tempo de recomeçar os nossos encontros de catequese.
É comum aparecerem poucas crianças no ano a seguir à realização da Primeira Comunhão. Digamos que é uma espécie de pausa, retomada no ano anterior à próxima grande festa - Profissão de Fé. Esta ideia muitas vezes nem é dos pais, mas sim dos filhos (crianças de 8 anos) que lhes dizem que já não querem ir mais à catequese. E eles é que mandam!

Mas é sempre bom reencontrar estes piolhos, que às vezes até parecem eléctricos! Apareceram 19! Um bom número se pensarmos que ainda foi o primeiro dia, e alguns ainda não sabem do novo horário; mas muito inferior aos 40 que fizeram a Primeira Comunhão em Maio. Confesso que não me importa, até prefiro assim, uma vez que este ano a S. não me irá ajudar, com grande pena minha, que assim perco o meu braço direito, uma amiga fundamental nesta árdua tarefa.

Para primeiro dia também não os quis maçar. Apenas recordei algumas regras, conversei com eles sobre as faltas à Eucaristia durante quase todo o Verão.

Fizemos um jogo - cada um escolhia um amigo presente na sala e sobre ele dizia uma característica. Depois, cada um pensava em Jesus e numa característica deste amigo tão especial, que escreveu num papel, sem mostrar a ninguém.

Infelizmente o tempo não deu para mais e o trabalho terá de continuar na próxima semana. A ideia será colar cada um dos papéis escritos à volta de uma imagem de Jesus, rodeado por um cartão com o nome de cada um. Como as peças de um puzzle, cada um é importante e pertence ao grupo de amigos de Jesus. A falta de uma peça deixa o puzzle incompleto; a falta de um elemento deixa o grupo incompleto!
_____________________________________

À noite tivemos a habitual reunião de catequistas e não se percebe como pode haver pessoas que se dizem catequistas e apresentam comportamentos pouco dignos disso. Ouve-se coisas impossíveis de se ouvir, não se trabalha para um bem comum, não se aceita que nem todos aceitem a ideia do senhor que se julga sabedor de tudo. E no fim ainda ouvimos frases cínicas, depreciativas do trabalho que vamos tentando fazer. Não é justo, e leva ao desânimo. Provavelmente é o que pretendem, que todas nós abandonemos e que eles assumam o controlo. Sim, apetece desistir. Caminhamos numa catequese paralela porque teimam em não aceitar o trabalho comum... Não querem participar; não concordam com as actividades que tentamos realizar; vivem para a imagem transmitida, vazia, oca, sem fruto...
Critica-se a falta de reponsabilidade, quando na verdade apenas foi um lapso, que em nada prejudicou o trabalho ou a pessoa, ouve-se críticas de quem nunca se oferece para fazer as tarefas, mas que apenas sabe apontar o dedo... E em tom de ameaça dizem: "Eu não venho mais à catequese!" Pronto, que não venha... Trabalha quem está disponível, trabalha quem quer...

Desculpem o desabafo, mas tinha de ser... Há coisas que não podem ficar cá dentro... Há coisas que precisamos falar para sentirmos o alívio de quem trabalha por amor a Jesus e às crianças que temos sob a nossa responsabilidade!

domingo, setembro 21, 2008

(Re)Começar

Durante muito tempo pensei em desistir, terminar com este cantinho...
Fui sempre adiando a decisão e, sem saber muito bem porquê, deixei mesmo de o visitar.
Até que no outro dia me dei conta, ao olhar para o contador, numa visita que fiz, que muitos são os que ainda visitam este espaço, alguns que ainda comentam ou enviam mensagens para o mail elogiando este espaço. Não sei bem se o mereço...

Este ano foi especial para o meu grupo, mas desde esse dia que não escrevi mais nada. Primeiro por falta de tempo. Como me dediquei muito para a preparação das crianças do meu grupo, fui acumulando trabalho na minha profissão.

Mas depois vieram as férias... e fui evitando passar por aqui. No fundo, acho que foi o desânimo.

Desânimo num grupo de crianças que logo após a Festa da Primeira Comunhão ficou reduzido a metade, e assim foi diminuindo até ao fim da catequese.

Desânimo num grupo de catequistas que cada vez mais rema desordenadamente, cada um para o seu lado. Assim não andamos... Assim não atingimos a nossa meta...

Desânimo com as pessoas que nos rodeiam, que são falsas, que dizem uma coisa na nossa frente, e depois fazem outra; que não trabalham com o mesmo fim, que nos criticam, em vez de nos mostrar onde erramos...

Desânimo porque são sempre os mesmos que trabalham, são sempre os mesmos que têm de ter as ideias e de as concretizar. De outro modo nada se faz. E ficam à espera...

Depois pensei em todos aqueles que visitam este cantinho, que deixam a sua marca, mesmo que silenciosa, que o visitam na esperança de aqui encontrar um post novo. A eles peço desculpa por esta pausa.

No fundo, é Jesus que nos guia e esta pode ser também uma forma de evangelizar, de partilhar ideias, de desabafar...

A verdade é que nunca ninguém disse que o caminho ia ser fácil...

quarta-feira, maio 07, 2008

Festa da Primeira Comunhão

A primeira etapa da caminhada deste grupo de Catequese foi alcançada - no passado dia 4 de Maio, dia da Mãe, 42 crianças realizaram a sua Primeira Comunhão.

A semana que antecedeu o grande dia foi de muito trabalho. Afinal, todos os dias, depois das aulas (17h30), encontravamo-nos na Igreja Matriz para ensaiar, para cantar, para se preparararem, durante cerca de 1 hora (às vezes mais, pois o seu comportamento nem sempre ajudou).

E finalmente chegou o dia que todos ansiavam!

A cerimónia foi linda, muito sentida. As crianças estiveram atentas, os pais não desviaram o olhar dos seus filhos. Afinal, iriam receber Jesus pela primeira vez.

Tudo decorreu de forma natural, bem melhor do que nos ensaios. As suas vozes alegraram a Eucaristia, participando no Ofertório Solene e na leitura de algumas orações (Acção de Graças e Consagração a Nossa Senhora).

Um dos momentos mais especiais foi a surpresa às mães. Depois da oferta das flores a Nossa Senhora, e de lida uma Prece por todas as mães, as crianças voltaram-se para as suas mães e cantaram-lhes uma canção. O resultado: as mães todas emocionadas (e todos quantos assistiam também!).

A festa foi especial, pelo seu significado. E apesar de nos encontros de catequese termos explicado o verdadeiro significado da Eucaristia e da Comunhão, os próximos encontros servirão para aprofundar e reflectir o significado deste grande dia. É importante que eles se consciencializem que a Comunhão é o Alimento que cada um necessita para a sua vida, daí a importância da participação na Eucaristia Dominical. Mas isso, é também, responsabilidade dos próprios pais, que às vezes não é devidamente cumprida.


As flores que ofereceram a Nossa Senhora (Consagração)


As lembranças que ofereceram à mãe

(continha a Prece no Dia das Mães que duas crianças leram)

E porque quisemos que este dia fosse recordado entregamos a cada criança (para além das ofertas do Senhor Padre que incluiam o diploma, santinhos e um livro de orações) este saquinho bordado com um cálice e as uvas, símbolo da Eucaristia.


PS. Permitam-me que ao terminar este post deixe o meu desabafo. Não sei se o deveria fazer, afinal, ser catequista é dar-se totalmente, numa entrega que não nos traz fama e muito menos riqueza. Bem pelo contrário, são sacríficios que se fazem e muitas vezes até despesas. Mas sou catequista por amor a Jesus e a estas crianças às quais já me afeiçoei (já são 2 anos de caminhada) e quem me conhece sabe bem que não procuro evidenciar-me em festas, nem faço as coisas para mostrar aos outros.

Na preparação da festa, tanto eu, como a S., tentamos pôr as crianças em primeiro lugar e tudo aquilo que foi feito foi devidamente explicado a todos, para que cada um soubesse o verdadeiro significado. Mas no fim de tanto trabalho não pude deixar de ficar triste por não ter recebido uma palavra, um agradecimento... Foram 42 crianças! 42 crianças! E apenas 6 pais vieram ter connosco a felicitar-nos...

Eu sei que não preparamos a festa a pensar nos pais, e sim nas crianças, mas acho que lhes ficava bem... E uma palavra de apreço é sempre um incentivo a continuarmos, não?!

quarta-feira, março 05, 2008

Reuniões de Catequistas / 4º Domingo da Quaresma

Ser Catequista é dar-se aos outros! Já aqui o disse, ou melhor, escrevi!

Não é fácil, e exige muito! Cada semana é preciso preparar o encontro, planear a melhor forma de chegar junto das crianças do nosso grupo, arranjar estratégias e recursos que as motivem para aprender. É preciso disponibilidade para o fazer, mesmo que por vezes tenhamos de fazer sacrifícios com a nossa família.

Quando iniciei a minha actividade, na minha paróquia existia o hábito de nos reunirmos semanalmente. Todas as segundas-feiras as catequistas juntavam-se, discutiam as diferentes situações e depois, em grupo, preparava-se as catequeses da semana seguinte: a da Infância e a da Adolescência.

Hoje as coisas são diferentes, e muito... As reuniões são mensais, sempre com imensos assuntos a tratar (os assuntos de um mês!) e a verdade é que pouco tempo sobra para nos juntarmos e prepararmos a catequese em grupo. Assim, apenas preparamos as actividades que são em comum, como por exemplo a actividade a desenvolver durante a Quaresma.

E o que mais irrita é sempre a atitude de pressa, desinteresse e enfado que algumas catequistas do grupo apresentam. O que mais irrita é ver que em vez de existir união entre nós, anda cada uma pelo seu caminho, incerto e por vezes inseguro. Irrita saber que o trabalho é sempre feito pelas mesmas, e mesmo quando se tenta dividi-lo, há sempre quem vire a cara para o lado, e se desculpe com o trabalho, com a família... Então, as outras não têm família também? Não trabalham? E são estas situações que nos vão derrubando e ao mesmo tempo questionando sobre a verdadeira razão porque somos catequistas.

Desculpem o desabafo, mas às vezes também é preciso (embora muito tenha ficado por dizer). Porque neste caminho também desanimamos, também nos sentimos cansados e queremos parar... desistir... Porque precisamos de apoio, e às vezes não o sentimos, não o temos...


E na caminhada da Quaresma chegamos ao 4º Domingo - Domingo da Luz

Quando Jesus cura o cego de nascimento (Jo 9, 1-41), Ele apresenta-se como a LUZ do mundo. Ele vem para nos ajudar a ver o caminho que vale a pena percorrer, para arrancar, de nós, as nossas “cegueiras”. Ser “cego” é não querer ser amigo de Jesus e amigo dos outros. Ter a LUZ é deixar-se iluminar por Jesus e encontrar o Amor que vem de Deus.

Oh Jesus ilumina-me nesta meu caminhar...

domingo, setembro 23, 2007

Preparação do ano de catequese

A ideia da criação de um blog sobre a catequese surgiu após conhecer o blog da Marta, Catequiso, Logo...Existo!. Rico pela vivência, pela partilha de experiências, pela fé transmitida, foi sem dúvida nenhuma, o ânimo que precisei para dar vida a este espaço. Hoje, infelizmente, a Marta já não "posta", pelas razões que a mesma aponta no seu espaço. Tenho pena, mas ao mesmo tempo estou satisfeita por ela ter deixado este espaço activo, o que me permitiu "roubar" algumas ideias para implementar neste ano que está a iniciar.

Como já referi em posts anteriores, uma das principais dificuldades com que a catequese na minha paróquia se depara é o espaço. A sala principal, onde a maior parte dos grupos funciona, não é mais do que o salão paroquial onde funciona o museu, que apenas é aberto ao público por altura das festas cá da terra.

Durante o ano de catequese, as peças expostas encontram-se ocultas, mas mesmo assim, o espaço é reduzido, em especial para a realização dos trabalhos de grupo ou individuais. A solução? Os meninos ajoelham-se e o tampo da cadeira serve de mesa de apoio (ajoelham-se numa alcatifa). Infelizmente é o espaço que temos, enquanto não há dinheiro para fazer o tão desejado centro paroquial.

Mas este ano, seguindo uma sugestão do blog da Marta, resolvi transformar um pouco a sala (dentro daquilo que me é possível), criando 3 espaços distintos:

Cantinho da Oração - uma mesa ocupa um dos cantos da sala, adornada com uma toalha branca, com a bíblia, um círio, uma imagem de Nossa Senhora e uma jarra de flores (tentaremos fazer com que sejam as crianças a trazer as flores para a catequese).

Mural da Liturgia - neste placard será indicado, semanalmente, a cor dos parâmentos do sacerdote e uma frase-chave de uma das leituras do Domingo. Ainda pensei na construção de um calendário litúrgico ou a adaptação de um, em tamanho grande, para que as crianças, aos poucos se apercebam do nosso caminho ao longo do ano, das diferentes partes em que se divide.

Cantinho da Brincadeira - logo na entrada da sala estará uma mesa onde cada criança colocará os casacos, bonés, bolsas e outras coisas que às vezes trazem para os seus encontros e se tornam motivos de distracção.

Estas foram algumas das propostas que apresentei aos catequistas, na reunião de preparação para o início do ano de catequese. Tão importante como a mensagem que se transmite, o espaço onde se transmite também deve ser bem pensado, não com muitas decorações, mas com imagens que os cativem e lhes chamem a atenção e os ajudem a recordar mais tarde. Estas são apenas algumas ideias, mas todos podemos partilhar, por isso aqui fica o convite a quem passa, para que deixe também a sua sugestão.

Ah! A caminhada é retomada no próximo Sábado... Já estou com saudades dos meus pequenitos...

sábado, setembro 15, 2007

Jornada Diocesana de Catequese

Tenho estado um pouco ausente, eu sei. Não tenho escrito o que desejava, não tenho visitado os espaços amigos, apesar das visitas que tenho recebido e que agradeço, sinceramente. Desculpem, mas não é com intenção.

A par de uma actividade que gosto de realizar, a Catequese, existe a minha profissão que me preenche, sou professora.

Esta minha ausência resulta do trabalho que tenho tido neste início de ano e que não me permite dedicar mais tempo a este espaço. Dizem que o que custa é mesmo o início, por isso espero que "ao entrar no ritmo" a escrita neste espaço volte a ser frequente.

Mas hoje o dia foi diferente e queria partilhar convosco. Na minha diocese hoje decorreu um dia de Jornada de Catequese sob o tema "Renovar a Catequese: uma prioridade". Os ateliers ficaram a cargo do grupo de Salesianos do Porto e posso-vos dizer que foi muito produtivo e gratificante.

Distribuidos por 4 ateliers, ao longo do dia, aprendemos algumas dinâmicas a utilizar na Catequese, a valorizar o momento da Expressão de Fé e a compreender melhor os nossos meninos (Infância e Adolescência).

Trancrever tudo o que decorreu durante o dia de hoje não seria possível, mas acreditem que todos saímos de lá mais ricos, com um novo ânimo para este início de ano. É certo que o facto de terem sido publicados os novos catecismos para o 1º, 7º 8º e 10º anos de catequese são, também, factores de motivação, que esperemos, com a graça do Espírito Santo, ajudem a manter viva a vontade de trabalhar na vinha do Senhor.

O início do ano está à porta. Na minha paróquia ocorrerá no dia 29. Mas por agora aproveito para vos deixar alguns desafios que nos foram lançados no encontro de hoje, para que eles vos ajudem a reflectir e preparar da melhor maneira mais um ano de catequese.

Alguns desafios a ter em conta:
  • começar bem a catequese;
  • excessiva pressão dos sacramentos;
  • aumentar o impacto da catequese;
  • superar o cognitivo (às vezes fica-se apenas pelo "saber coisas");
  • mais atenção à vida real;
  • atenção ao estilo cognitivo (interacção criança(catequista, ter em conta a experiência de vida da criança).

" A Catequese é a maternidade da Igreja"

quarta-feira, agosto 22, 2007

Top da Catequese

No passado mês de Março, um missionário visitou a nossa paróquia. Participou na Eucaristia, falou aos grupos de catequese da Adolescência e realizou um encontro para os catequistas. Nesse encontro foi-nos apresentado o Top mais e o Top menos da Catequese, que aqui quero partilhar.

Os cinco mais da catequese hoje, em Portugal:

1. O entusiasmo dos catequistas
2. “Para que vivam e tenham vida” (o documento dos bispos do ano passado).
3. A fé e o empenho (apesar de tudo) dos catequizandos.
4. As boas experiências que se vão fazendo de ponte entre a catequese, liturgia e oração
5. Uns tantos responsáveis diocesanos e nacionais da catequese.

Os cinco menos da catequese:

1. A catequese sem entusiasmo suportada a troco de acesso a sacramentos sem fé.
2. Os catecismos que temos e os que (ainda) não temos.
3. A atitude auto-suficiente de quem não precisa de formação e que (julga) saber tudo e se recusa a pensar. E a mudar.
4. Os “contratos” mafiosos entre a catequese, pais e crianças.
5. A indecente forretice de algumas paróquias que não olham ao futuro e que votam a catequese ao desmazelo.


Deixo aqui um desafio!

Concordam com este Top?

Sugerem outros aspectos?

Partilhem a vossa opinião.

quinta-feira, agosto 16, 2007

Quem é o dono do teu tempo?

Queixamo-nos muitas vezes da falta de tempo, que o tempo não estica, muitas vezes como desculpa para nos afastarmos de Deus.

Este pequeno teste ajudar-te-á a fazer uma leitura da forma como vives e organizas o teu tempo, afim de reajustares a distribuição que dele fazes, de acordo com a tua consciência.

Procura ser honesto contigo mesmo...


1. Sentes que o tempo de que dispões é:
a) Teu e tens o direito de o ocupar como bem entendes.
b) Dom de Deus e deves empregá-lo na construção de uma vida frutífera.
c) Dos outros e é gerido de acordo com todas as solicitações que te são feitas.

2. Os teus dias são:
a) Intermináveis.
b) Calmos.
c) Breves.

3. Quando tens uma tarefa para cumprir, a tua tendência é:
a) Esquecer tudo o resto, até estar concluída,
b) Realizá-la atempadamente, conciliando-a com a tua rotina habitual.
c) Adiar a sua concretização, até ao limite.

4. Habitualmente, estás com a tua família:
a) Raramente, porque tens outras prioridades e sabes quee ela está sempre lá.
b) O tempo suficiente para viveres em comunhão, sem perderes a tua privacidade.
c) Sempre, porque não és capaz de estar longe dela.

5. Quando um amigo te convida para um encontro:
a) Normalmente, não podes e respondes que "hás-de encontrar um dia".
b) Mesmo com a agenda ocupada, encontras um tempo e marcas um dia.
c) Se tiveres outro compromisso, não és capaz de o dizer, ele pode não te voltar a convidar.

6. No que diz respeito aos teus tempos livres:
a) Eles são intocáveis e tens de ter tempo para as tuas actividades, custe o que custar.
b) Procuras reservar algumas horas paor semana para descomprimir e cultivar os teus interesses.
c) Não tens tempos livres e, por isso, não te dás ao luxo de ter hobbies.

7. Para ti, os tempos de oração são:
a) Importantes, mas só lhes dás espali quando sentes necessidade.
b) Fundamentais e acontecem diariamente, independentemente da tua disposição.
c) Um rotina da qual nada nem ninguém te pode desviar.

8. Visitas o Santíssimo Sacramento:
a) Raramente, porque tens muitas outras coisas para fazer.
b) Com frequência, pois, para ti, estar com Deus é fundamental.
c) Quando sentes uma necessidade pontual.

9. Lês a Sagrada Escritura:
a) Apenas quando precisas que Deus te diga alguma coisa.
b) Normalmente, porque nela encontras um diálogo sábio entre Deus e o Homem.
c) Nunca: as leituras da Eucaristia são suficientes para a conheceres.

10. Participas na Eucaristia:
a) Quando precisas do auxílio de Deus para a tua vida.
b) Sempre, porque ela é o centro da vivência da tua fé.
c) Só quando te apetece, poruqe nem sempre a vives com autenticidade.

11. Quando estás muito ocupado(a):
a) Usas o tempo que normalmente reservas para a vivência da fé para o ocupares com tarefas mais urgentes.
b) Preservas os teus tempos de oração, porque a tua relação com Deus assenta na fidelidade.
c) Deixas a oração para segundo plano, mas procuras dedicar-lhe sempre um tempinho.

12. Em tempo de férias:
a) Esqueces a relação que tens com Deus, porque tens de descansar.
b) Aproveitas para fortalecer e alimentar a tua fé, porque estás mais disponível.
c) Não participas na Eucaristia, porque não estás na tua paróquia.


Confere agora as tuas respostas.

Até 35 pontos


O dono do teu tempo é o teu egoísmo. Tendes a ocupar-te apenas com o que mais te convém, não te restando muita disponibilidade para a tua relação com os outros e com Deus. Geres o teu tempo em função dos teus próprios interesses. Tens um longo caminho a percorrer até gastares o teu tempo com liberdade. Deves questionar as motivações que orientam a tua vida.

Entre 36 e 75 pontos


O teu tempo tem vários donos: orienta-lo em função dos outros e, de vez em quando, em função de Deus. Contudo, cedes muitas vezes à tentação de gerir o tempo consoante a tua própria conveniência individual. Tens a noção de que o teu tempo é mais saboroso se não for orientado apenas em teu próprio proveito, mas tens dificuldades em aplicar aquilo que crês aos teus dias. Planificar o tempo e estabelecer compromissos podem ser duas atitudes que te vão ajudar!

A partir de 76 pontos


Sabes bem que o tempo de que desfrutas não é teu, mas d'Aquele que to ofereceu como uma dávida! Fazes muito bem a distinção entre o que é essencial e o que é secundário e entendes claramente que Deus não é uma espécie de ocupação que te faz perder tempo, mas é o Senhor dele, quete desafia a colocares o teu tempo ao serviço dos outros, sempre por referência a Ele. Sabes que "há um tempo para tudo" e que Deus é Aquele que dá sentido ao teu próprio tempo. Estás no bom caminho.



In A Mensagem, Julho-Agosto 2007(Adapt.)

sábado, agosto 11, 2007

De férias com Deus II

Também nós catequistas entramos de férias!

Sabe bem, uma vez que ao longo do ano dedicamos muito a este trabalho, a par das nossas outras responsabilidades, familiares e profissionais.

Mas para nós, que tanto responsabilidade assumimos no compromisso de levar a Palavra de Deus aos mais pequenos, é ainda mais importante aproveitar este tempo de férias, para reflectir sobre o modo como apresentamos o nosso testemunho.

Cada vez é mais importante não nos importarmos com discursos bonitos, mas que não passam de palavras e sim mostrar com a nossa forma de vida, com um testemunho vivo a Palavra de Deus, o exemplo de Cristo, a pessoa que foi, a mensagem que nos legou.

Aproveitemos então para nos aproximarmos mais de Deus, durante estas férias. Aqui ficam algumas dicas que poderão ser usadas, quer por catequistas quer por outros que pretendam aproveitar estas férias para procurar a paz que só Ele nos pode dar.
  • Oração - num contacto mais com a natureza aproveitemos para incrementar a oração, seja no campo, à beira-mar ou junto ao rio. E podemos orar de diferentes modos: recitando um salmo ou um texto bíblico, lendo um livro bíblico ou um livro de espiritualidade, recitando a Liturgia das horas, escrevendo a reflexão que uma leitura da Bíblia nos sugere, escolhendo um pensamento para meditar...


  • Eucaristia - participar numa Eucaristia fora da nossa localidade, fora da paróquia, num local onde não temos qualquer responsabilidade no desempenho de qualquer ministério litúrgico;


  • Retiro espiritual - porque temos mais tempo, porque estamos mais descontraídos...


  • Formação - porque é necessário que o catequista se actualize, melhore a sua forma de ser cristão;


  • Passeios/Visitas - a locais que possam ser portadores de novas descobertas no que concerne à vivência da fé;

  • Oração comunitária - realizar uma oração partilhada, com a família, com amigos, com outros catequistas, através da leitura partilhada de um texto bíblico ou de um livro;

  • Convívio - porque o trabalho não é feito (ou pelo menos não o deve ser) de modo individual, mas sim numa partilha de ideias, de experiências. Fica pois a sugestão (já seguida em muitas paróquias) de realizar um convívio entre catequistas ou até mesmo entre paroquianos...


Adaptado de "Só em Deus repousa a minha alma"

in A Mensagem, Julho-Agosto 2006

terça-feira, agosto 07, 2007

De férias com Deus I

A maior parte de nós está de férias, as tão merecidas férias. Depois de um ano de stress, de sacrifícios, de muito trabalho.

Alguns partem para fora do país, outros para fora da sua localidade. Muitos buscam novas paisagens, outros refugiam-se no local habitual, seja no campo ou na praia.

"Os tempos livres sejam bem empregados, para descanso do espírito e saúde da alma e do corpo, ora com actividades e estudos livremente escolhidos, ora com viagens a outras regiões (turismo), com as quais se educa o espírito e os homens se enriquecem com o conhecimento mútuo, ora também com exercícios e manifestações desporitvas, que contribuem para manter o equilíbrio psíquico."

Constituição Pastoral sobre a Igreja no mundo actual - GS 61

E que lugar ocupa Deus nas nossa férias?

Em muitos locais verifica-se uma diminuição na frequência da Eucaristia, em parte justificada pela deslocação de algumas pessoas. Mas nem sempre essa justificação é válida. Vivo numa localidade balnear onde se verifica que as crianças durante o Verão não participam na Eucaristia, e no entanto estão na praia...


Por outro lado, a igreja fica repleta de pessoas desconhecidas, veraneantes que procuram o alimento espiritual. E isso é bom...

E não venham com desculpas relacionadas com falta de tempo, porque não passa disso mesmo, uma desculpa. Se dermos 1 hora por semana a Deus, estaremos a perder assim tanto?

Não será fácil encaixar, no nosso horário de férias, uma hora para Lhe dedicarmos?
Para estarmos mais próximos?
Para O ouvir melhor?
Para Lhe agradecermos o ano que passou?
Para Lhe pedir o apoio necessário quando voltarmos ao trabalho?
Para O louvar?


O Senhor é meu pastor: nada me falta.

Em verdes prados me faz descansar

e conduz-me às águas refrescantes.

Salmo 22


sexta-feira, julho 27, 2007

Avaliar-me como catequista

Por vezes não chega avaliar a catequese. Também o nosso desempenho deve ser alvo de reflexão, sem contudo cairmos no erro de nos julgarmos melhores ou perfeitos. Afinal, cada um tem um ou outro aspecto que pode melhorar, tem um ou outro ponto em que trabalha melhor e pode (e deve) partilhar, ajudar.

  • Eu e Deus

    -Dedicas ao longo dos dias algum tempo a Deus na oração?
    - Quando é que te é mais difícil rezar?
    - A comunidade paroquial, o grupo dos catequistas ajudam-te a rezar? Quais os problemas?
    - Quais destas experiências de oração te ajudam a rezar melhor?

    · Escuta da Palavra de Deus
    · Meditação
    · Oração espontânea de agradecimento ou de perdão
    · Rezar com os salmos
    · Oração organizada com o grupo de catequistas
    · Eucaristia

    - Qual foi mais difícil para ti?
    - Qual a mais útil para te ajudar a crescer como cristão?
    - Quais os modos de oração mais úteis para educar os catequizandos à oração?

  • Eu e os catequistas

    - Entre todos os momentos que viveste com os outros catequistas, quais os que foram mais fáceis, quais os mais difíceis e quais os que te enriqueceram mais?
    - O que mais aprecias nos outros catequistas?

    · A capacidade de atrair os catequizandos
    · A simplicidade
    · A calma
    · A constância
    · A alegria constante
    · A maturidade espiritual

    - Entre estas atitudes, quais as que mais te desagradam?

    · A inveja
    · A atitude de superioridade
    · A desconfiança
    · Estar sempre a lamentar-se de tudo e de todos
    · O mau exemplo

    - Sentes-te capaz de ir falar directamente com um catequista acerca das suas atitudes que achas incorrectas; ou preferes calar-te?
    - Sentes a necessidade de viver, juntamente com os outros catequistas, experiências de formação espiritual, cultural e catequética?

  • Eu e os catequizandos

    - Quais as atitudes mais comuns quando estás com os catequizandos?

    · Escuta
    · Apoio
    · Disponibilidade
    · Ajuda
    · Diálogo
    Ou…
    · Impaciência
    · Cansaço
    · Confronto
    · Imposição

    - O que aprendeste este ano ao fazer catequese?
    - Os catequizandos “pedem” muitas coisas ao amigo mais velho (=catequista) que os acolhe, que reza com eles, que canta, que prepara as festas, que os anima… Quais as coisas que te deu mais prazer fazer com eles e quais as que te foram mais custosas?
    - A catequese vai continuar em Setembro. Pensas estar disponível? Em que medida?

  • Eu e eu

    - Porque optaste por fazer catequese?

    · Porque os meus amigos também lá estão
    · Porque gosto de crianças
    · Porque o pároco me pediu
    · Porque tenho muito tempo livre
    · Porque me sinto chamado a anunciar o Evangelho
    · Para fazer novas amizades
    · Para me sentir realizado(a)
    · Para me dar de forma gratuita
    · Porque sei que deixa a minha família contente

    - Sentes-te apoiado pela comunidade cristã?
    - Qual destas expressões é mais acertada?

    · Sou catequista porque os catequizandos precisam de mim
    · Preciso de anunciar, testemunhar, dizer que creio em Deus

    - O ser catequista fez amadurecer a tua experiência de fé?
    - Quais as descobertas, positivas e negativas, que fizeste na tua personalidade e no teu carácter?


  • Adaptado de “catequistas”, nº 10, Junho de 2005, Edições Salesianas

segunda-feira, julho 23, 2007

Avaliar a Catequese

O Ano de Catequese chegou ao fim.
É sempre bom parar e avaliar o trabalho que foi feito. Há sempre aspectos a melhorar no caminho que estamos a percorrer. Partimos de um ponto, traçamos metas, definimos objectivos. Caminhamos!

Os tópicos que aqui apresento servem para isso mesmo, para avaliar o caminho que se percorreu (e não propriamente as actividades).

Espero que de alguma maneira possa ser útil ao vosso trabalho.

1. Programação
1.1. Fiz a programação da catequese?
1.2. Participo nas reuniões da minha fase de catequese/grupo de catequistas?

2. Catequese
2.1. Preparo com a devida antecedência a sessão de catequese?
2.2. Preocupo-me em ser pontual fazendo um esforço por não chegar atrasado à catequese?
2.3. Durante a sessão de catequese tenho o cuidado de respeitar os cinco momentos (acolhimento, experiência humana, anúncio da Palavra, expressão de fé, avaliação)?
2.4. Faço um esforço por procurar e usar metodologia adequada a cada sessão de catequese?
2.5. Durante a sessão de catequese promovo a participação de todos os membros do grupo?
2.6. Procuro fazer regularmente referência às figuras espiritualmente fortes da minha paróquia (padroeiro local, santos ligados a algum movimento…)?
2.7. Penso que as crianças percebem a mensagem de cada sessão da catequese e atingem os objectivos propostos?
2.8. Promovo momentos de oração para as crianças do meu grupo de catequese?
2.9. Avalio semanalmente a sessão da catequese?
2.10. Promovo o contacto com os pais das crianças?
2.11. Reconheço a importância e esforço-me por fazer acompanhamento pessoal das crianças? 2.12. Incentivo a participação das crianças na Eucaristia?

3. Sacramentos / Oração

3.1. Cultivo a minha vida espiritual fazendo oração pessoal e comunitária?
3.2. Assisto à Eucaristia dominical da minha comunidade?
3.3. Dou importância ao sacramento da Reconciliação?

4. Formação
4.1. Invisto na minha formação pessoal participando nas sessões de formação locais e/ou nacionais?
4.2. Tento estar atento e ler os documentos que vão sendo produzidos pela Igreja?

5. Relacionamento Interpessoal
5.1. Tento estabelecer comunicação (por exemplo, dando sugestões) com os diferentes sectores paroquiais (liturgia, formação, cultura, acção social, vocações,…)?
5.2. Esforço-me por trabalhar em equipa com os outros catequistas?

6. Actividades Paroquiais
6.1. Participo noutras actividades da paróquia para além da catequese?
6.2. Incentivo e promovo a participação das crianças noutras actividades da paróquia, para além da catequese?
6.3. Participo nas actividades de âmbito diocesano ou nacional ligadas à catequese?

Adaptado de “catequistas”, nº 10, Junho de 2005, Edições Salesianas

terça-feira, maio 22, 2007

Reuniões de Pais na Catequese

Sendo os pais os primeiros catequistas, é muito importante a sua participação em todas as actividades que se desenvolvem na paróquia, e em especial na catequese.
A bibliografia recomenda a realização de reuniões de pais, frequentes, ao longo do ano de catequese, mas essa tem sido a nossa (grupo de catequistas) grande falta nos últimos anos, que, contudo, temos vindo a tentar resolver.
A verdade é que, em anos anteriores, reuniões de pais só existiam nos anos das festas ditas importantes, ou seja 2º, 6º e, por vezes, 10º anos. Mas era notória a falta de articulação e de cooperação entre os catequistas e os pais. Por vezes, a sensação que tínhamos era a de os pais literalmente deixarem os filhos na catequese, aproveitando aquela hora para resolverem um ou outro recado. Queixávamo-nos, sentíamo-nos de certa forma de mãos atadas, mas a verdade é que esse era um grande problema na nossa paróquia. Em especial quando tentavamos transmitir às crianças a necessidade de participarem na Eucaristia, quando os próprios pais, seus modelos, não o faziam (ainda hoje essa é uma luta). Isso leva a uma outra questão, que não será aqui abordada (pelo menos hoje), a da necessidade de existir uma catequese de adultos.
Nos últimos anos temos tentado reverter esta situação, incentivando as catequistas a realizarem reuniões de pais, em todos os anos de catequese. A príncipio, e talvez por receio, falta de preparação, ou até mesmo timidez, a maior parte dos grupos de catequese realizava apenas uma reunião de pais, durante todo o ano. A experiência em alguns grupos foi frutificante, em outros nem por isso, mas a partilha que cada uma das catequistas apresentou ajudou a reconhecer as necessidades e as virtudes de um encontro entre pais e catequistas. Nestes encontros, os pais acabam por tomar conhecimento das dificuldades que por vezes sentimos. Os tempos são outros, as crianças também e por vezes é difícil responder às solicitações que nos chegam. Além disso, não podemos esquecer que ser catequista é um trabalho voluntário, não remunerado e que por vezes pode até acarretar alguma despesa. É um serviço que exige disponibilidade, para preparar as catequeses, para fazer catequese, para nos prepararmos, para nos actualizarmos, para estarmos ao nível da criança dos dias de hoje.
Este ano, para além das reuniões que cada grupo realizou com os pais das suas crianças, realizamos ainda uma reunião geral. Não foi tão participada como o desejado (atendendo ao número de crianças que estão inscritas na paróquia), mas foi um começo. Talvez a desculpa seja a falta de hábito de se realizarem este tipo de reuniões, talvez... talvez no próximo ano a participação seja maior... talvez o que precisemos é de incentivar os pais a participarem mais activamente (talvez seja mesmo a catequese de adultos).
Na passada sexta-feira reuni com os pais do meu grupo. Eu própria fico um pouco sem jeito ao falar com os pais, envergonhada. Ainda não me habituei a estar diante deles, é da minha maneira de ser, eu sei.
Das 40 crianças inscritas, apenas compareceram 10 pais. Fiquei desiludida, claro. Mas ao mesmo tempo, satisfeita por aqueles pais, por se interessarem pelos seus filhos, pela sua educação. Foi uma reunião animada onde lhes pedi colaboração. Expliquei-lhes o número elevado de crianças (embora em média apenas compareçam 30-35), a dificuldade de atender a todas, de lhes dar atenção, de as ajudar na memorização das orações, na aprendizagem dos gestos do Sinal da Cruz, falei-lhes ainda na importância das faltas na catequese, na participação na Eucaristia. Compreenderam, mostraram-se atentos nestas dificuldades, comprometeram-se a apoiar. Eles querem ajudar os seus filhos na descoberta deste novo Amigo, Jesus.

terça-feira, abril 17, 2007

Decálogo do Catequista


1. Amarás o Senhor teu Deus, acima de todas as coisas! E, pela sua graça, amarás as crianças, os adolescentes e os jovens, que te foram confiados. Amá-los-ás acima do teu saber, acima do teu poder, acima do qualquer mérito ou classificação. Porque educar é amar. E sem amor, não há relação; sem amor, não há conhecimento possível e verdadeiro.

2. Não invocarás em vão o nome dos teus catequizandos! Quando chamares pelo nome de cada catequizando, saberás que cada um deles é um mistério sagrado, uma personalidade única, original e irrepetível. Conhecê-los-ás, na sua singularidade e na sua circunstância, para os amares, de modo único! Esta é a tua primeira graça e a tua primeira missão!

3. Guardarás o tempo sagrado do intervalo e do descanso, para escutares os teus catequizandos, para viveres e conviveres com eles, porque nem só de “encontros” de catequese vive o catequizando; lembra-te que ele aprenderá a ser Homem, mais por transmissão e contágio da tua alegria e dos teus valores, do que por ensino doutrinal. Não renuncies a transmitir-lhes uma autêntica sabedoria de vida!

4. Honrarás os pais dos catequizandos e nunca te substituirás a eles; sabendo que são sempre eles os primeiros educadores. Tu ficarás feliz, por seres colaborado na missão educativa dos pais, partilhando, em primeiro lugar, com eles e como eles, as suas dores e alegrias, sofrimentos e esperanças.

5. Não matarás nunca os teus catequizandos com palavras ou gestos ofensivos, com abusos de poder ou discursos de desencanto ou sinais de desesperança. Não causarás dano ao seu corpo e à sua alma ainda tão frágeis! Saberás cultivar nos teus catequizandos, o gosto e a responsabilidade pela beleza da vida!

6. Guardarás sempre a pureza no tom e no conteúdo das tuas palavras, na nobreza e largueza dos teus gestos. Esforçar-te-ás por usares uma linguagem compreensível e manteres sempre um rosto acolhedor.

7. Não defraudarás as esperanças dos teus catequizandos, nem lhes furtarás a confiança no futuro! Procurarás conciliar a justiça e o rigor, a compreensão e a amor, na avaliação integral e global dos teus catequizandos.

8. Não faltarás à verdade, iludindo os teus catequizandos, com promessas de facilidade; não faltarás à verdade, por falta de esforço na reflexão, por medo, comodismo ou falsa simpatia com os catequizandos. Saberás que só a verdade liberta e não temerás propô-la, mesmo correndo o risco de não teres quem a escute de imediato.

9. Não consentirás em qualquer pensamento ou desejo de vingança, de exploração ou de injustiça. Darás o benefício da dúvida, pensarás sempre o melhor dos teus catequizandos e desejarás para eles o que desejas àqueles que mais amas.

10. Saberás educar para a diferença, sem cederes à indiferença e ao relativismo, procurando, em conjunto com os teus catequizandos, a luz da sabedoria, o conhecimento da verdade e a beleza do amor!


(Texto adaptado de Pe. Amaro Gonçalo,
in Mensagem (Janeiro/Fevereiro 2007)

domingo, fevereiro 18, 2007

O meu testemunho

Foi há alguns anos, 17 se não me engano. Foi no ano em que realizei a minha Profissão de Fé. Na altura não havia o uso de se continuar até ao Crisma. Quando este se realizasse haveria uma série de reuniões de preparação.
Era Verão, um final de tarde, quando 2 catequistas bateram à porta. Uma delas tinha sido responsável pela minha preparação para a Profissão de Fé, a outra não a conhecia. Perguntaram-me se estaria interessada em ajudar na catequese, ser auxiliar num grupo. Aceitei!
Comecei num grupo de cerca de 50 crianças, com uma catequista responsável e mais 3 auxiliares. Era o 2º ano e a experiência foi, no meu ponto de vista, enriquecedora. Tínhamos reuniões de catequistas semanais onde se preparava a catequese e se tomavam decisões, sempre com a presença do pároco. Esses primeiros anos foram aqueles que recordo com mais saudade, pois foram os anos que mais me marcaram na experiência de ser catequista e na minha própria fé. Era um grupo unido, de entreajuda, onde as reuniões serviam de formação a quem, como eu, estava a iniciar-se.
Os anos foram passando. Fui complementando a minha formação com a participação num Curso de Iniciação e ao fim de 6 anos entregaram-me um grupo de crianças de 6 anos. Não foi uma tarefa fácil, mas sem dúvida que foi gratificante e serviu de aprendizagem. O grupo era de 40 crianças, assumido por 2 catequistas, eu e a S. Foi um caminho de descoberta, de dificuldades, mas com muitas alegrias. Alguns foram ficando pelo caminho, outros continuaram e outros foram integrando-o ao longo dos anos. E que caminhada! Vinte realizaram o seu Crisma, 10 anos depois de terem iniciado o seu percurso. Um percurso marcado pela minha entrada na Universidade e posteriormente pela da S. Mas apesar disso, a Fé em Cristo, o desejo de espalhar a sua Palavra e os olhos daquelas crianças que já sentíamos tão próximas de nós impediram que deixássemos este grupo. Nem todos são membros participativos na comunidade, mas eu acredito que a semente está lá no seu coração, e que qualquer dia irá despontar. Nos dias que correm é bem difícil despertar os jovens para a religião, chamá-los à Igreja, cativá-los. Tenho porém a certeza de que, tanto eu como a S., nos esforçamos por isso, e também acredito que este grupo viveu cada uma das Festas com verdadeira emoção e consciência daquilo que estavam a realizar – Primeira Comunhão, Profissão de Fé e Confirmação. Foram os próprios pais que o disseram. Hoje são garotos com um pé na Universidade e é com carinho que nos cumprimentam quando por nós passam na rua. Pode ser que um dia, quando forem pais, se lembrem das suas catequistas, da sua catequese e a semente brote…

Por razões profissionais parei um ano. Senti falta, confesso.

Hoje tenho novamente um grupo, bem diferente do meu primeiro grupo. Os tempos são outros, a diversidade de ofertas também. Até os próprios pais…
É um grupo de 40 crianças, e novamente tenho a S. a meu lado. Como auxiliar tenho a MJ, uma das minhas meninas do meu primeiro grupo.
Cada encontro é uma descoberta, deles e minha, mas já noto a amizade que sentem por Jesus e o desejo de quererem aprender mais.

Sim, sou catequista porque me chamaram e não voltei a cabeça. Porque gosto de ver as crianças com sede de saberem mais sobre Jesus, de serem suas Amigas. Pela alegria que sinto ao terminar cada encontro e saber que consegui chegar ao seu coração. Não gosto de fazer espectáculos, de mostrar actividades só para outros verem. As actividades servem para as crianças viverem em pleno a sua fé, sentirem a alegria de serem amigos de Jesus e de saberem que Ele também é seu Amigo. Às vezes é preciso fazer sacrifícios, são horas a menos que se passa com a família, enfim… Mas quando se faz o que se faz por amor, a Cristo e a estas crianças que estão a desabrochar, tudo vale a pena!

Há ainda obstáculos que tentamos ultrapassar, mas nem sempre o conseguimos. Dificuldades ao nível dos espaços, dos recursos e até mesmo na funcionalidade do grupo de catequistas, que já não é tão unido como era. Mas isso será assunto para outro post…

Por agora lanço o desafio:
E tu, porque razão és Catequista?