· Peça a introduzir no presépio
· Para refletir

Levanta-te e vai, a tua fé te salvou!
Tal como o grão de trigo, também nós devemos passar por um certo número de renúncias e de esquecimentos de nós próprios, através do serviço, do acolhimento, do perdão. A «conversão» não é mais do que purificar-nos de tudo o que nos descaracteriza, do que não nos deixa ser o que na verdade somos. Tal exige que nos identifiquemos com o «grão» e com a «espiga», trabalhando por vencer o que nos impede de crescer e sermos o que Deus quer.
Quando uma pessoa está fechada em si mesma, perde o horizonte futuro, desvanece na sua bondade, perde a sua identidade, enfim, não chega a ser feliz. Mas, quando procura melhorar e converter-se, com o esforço e sacrifício de todos os dias, então vai ganhando a vida e vai afirmando cada vez mais o que é de verdade, dando testemunho.
O amor imenso de Deus é hoje o tema central e mais repetido das leituras que vamos escutar. É o amor imenso de Deus que nos explica o ministério da Incarnação – Jesus despoja-se da sua divindade e passa a ser um de nós, partilhando o sofrimento humano da morte na cruz. São João descreve tudo isto dizendo-nos: “Deus amou tanto o mundo”.
Ao lermos, refletirmos e rezarmos a Palavra de Deus, o que ela nos transmite e revela, ficamos com a certeza de que jamais o pecado poderá superar o amor imenso de Deus por todos e cada um de nós. E é esta descoberta que nos dá entusiasmo e esperança, alegria e conforto, apesar das dificuldades e dos sacríficos que nos aparecem ao longo do nosso caminho.